Neste domingo, 1º de junho, foi comemorado no Brasil o Dia da Imprensa. Neste ano, a data é mais significativa por marcar, também, os 200 anos de implantação da imprensa brasileira. O presidente da Associação Riograndense de Imprensa (ARI), Ercy Torma, opina que a celebração deve incentivar os profissionais a refletirem sobre a importância do papel dos meios de comunicação e, principalmente, sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido pelos seus profissionais. “Pela relevância da imprensa nos dias atuais, deveríamos debater sobre esta questão todos os dias. Digo isso porque a comunicação social atinge, influi e envolve a vida de todas as pessoas, desde a mais humilde até a figura mais abastada”, ressalta o jornalista sobre a relevância transcendental da mídia. Ercy avalia que, nos últimos dez anos, a imprensa brasileira melhorou muito. “Está mais atenta, vigilante, mais pesquisadora e investigativa. Hoje não se “varre” mais nada para baixo do tapete”, considera.
Para debater algumasdestas questões, a ARI está realizando, a partir de quinta-feira, 5, o Fórum de Debates ‘As perguntas que não calam – Perspectivas da imprensa brasileira’, na semana de comemoração aos 200 anos da Imprensa no Brasil. O evento é aberto não só a jornalistas, como a todos os representantes da sociedade interessados em discutir o assunto. O fórum vai reunir estudiosos e profissionais de expressão no cenário do jornalismo brasileiro, como o jornalista Paulo Markum, que participará da abertura com o palestra “O fim da lei de imprensa é o fim da indústria do dano moral?”. Segundo Ercy, a proposta é levar a imprensa a questionar a si mesma, refletindo sobre suas práticas e assumindo suas responsabilidades.
A história da imprensa no Brasil teve início em 1808, com a publicação do primeiro jornal brasileiro, o Correio Braziliense, em 1º de junho, editado de Londres pelo jornalista Hipólito José da Costa, na época exilado.

