As salas escuras, que transformavam a cada segundo uma parte das fotos analógicas a serem reveladas, hoje foram substituídas pela instantaneidade do trabalho digital. Contudo, a paixão por registrar um momento único, que transcende gerações, continua a mesma. Por isso, nesta quinta-feira, 19, quando se comemora o Dia Mundial da Fotografia, Coletiva.net traz uma série especial com fotógrafos gaúchos dos mais variados nichos de atuação, para compartilhar o trabalho favorito de uma vida inteira dedicada aos cliques.
“Podemos dizer que a fotografia é uma das invenções mais extraordinárias que o mundo já viu. Desde a sua criação, é possível eternizar momentos com registros que passam de geração para geração.” É assim que o presidente da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (Arfoc-RS), Rodrigo Ziebell, resume a arte de fotografar.
Em conversa com a equipe do portal, em um breve depoimento sobre a importância do dia dedicado às fotos, ele ressaltou que, em tempos tão difíceis, são elas que estão mostrando para o mundo o que a humanidade está passando ou vivendo. “E, hoje, temos essa possibilidade na palma da mão. A fotografia vem evoluindo, cabe a nós evoluirmos também e nos adaptarmos aos novos tempos, sem esquecer a essência do passado”, disse.
História sendo feita

Desde o momento em que comprou a primeira câmera, há 25 anos, a jornalista e professora de fotografia da PUCRS Flávia Quadros não parou mais de clicar. Representando quem ensina e orienta nos bancos acadêmicos, a fotografia mais marcante de sua carreira é para ela um momento histórico.
Flávia relatou à equipe de Coletiva.net que a imagem foi clicada em um comício da campanha da Chapa Lula/Brizola, em 1998. “São dois grandes líderes políticos da luta pela democracia brasileira, unindo-se para buscar um governo de esquerda no Brasil”, contou.
Segundo a professora da Famecos, são duas grandes personalidades, carismáticas e comprometidas com o processo democrático. “Lula só seria eleito em 2002, em uma aliança mais moderada, e Brizola não veria o fim do mandato, pois morreu em 2004”, destacou, ao complementar que vê “essa história toda contada nesse pequeno instante”.

