A fotografia é o capítulo fundamental para qualquer história. As pessoas registradas podem mudar, mas a imagem e os elementos que as compõem, não. Foi pensando neste contexto que, em comemoração ao Dia Mundial da Fotografia, o Coletiva.net apresenta uma série de imagens captadas por fotógrafos gaúchos que atuam em diversos segmentos da Comunicação Social.
Quando procurada pela reportagem para contar a história de uma das imagens produzidas por ela que mais marcou a carreira, a fotógrafa e jornalista Tânia Meinerz observou: “Para começo de conversa, não é simples escolher uma imagem representativa nestes anos de trabalho fotográfico. Nunca simpatizei com a ideia de mais ou melhor”.
Isso porque, disse ela, há diferentes cenas captadas que remetem a boas histórias e evocações. “Participei de reportagens especiais, produzi material na edição de livros e revistas corporativas e cobri vários tipos de eventos, fiz alguns flagrantes e criei abstrações.”
Pensando nisso, ela resolveu apresentar um retrato publicado no primeiro veículo de informação do qual foi integrante na equipe, o Jornal Já, de Porto Alegre. “A foto foi capa da edição de julho de 2005, fazia parte da matéria sobre o ex-prefeito de Cachoeira do Sul e idealizador de um museu espírita, o político Marlon Rosa, que aproveitaria o cenário de antigo engenho de arroz na cidade”, disse.

Ela contou ainda que mesmo que o registro não tenha repercutido com impacto, ele atingiu a intenção de relatar sobre aquela pessoa e de contribuir para o conjunto noticioso. “Quando propus o movimento de mãos, eu pensava nas informações do repórter de texto. Aliás, vale citar a parceria naquela ocasião com o controverso jornalista Renan Antunes de Oliveira”, repórter falecido em abril de 2020.
Referente à realização deste tipo de fotografia, Tânia explicou que o importante é fluir bem a relação de troca entre quem está atrás da câmera e quem posa para ela. “Tecnicamente, usei o recurso de baixa velocidade do obturador. Em palavras explicativas, trata-se do maior tempo no qual a cortina da máquina fotográfica fica aberta para a entrada de luz e, consequentemente, de imagem externa”, descreveu sobre a técnica apurada.
Tânia ainda descreveu sobre um outro segredo que deixou a imagem naqueles efeitos. “Além disso, eu usei o flash rebatido para que o desenho das mãos ficasse mais perceptível”, disse.

