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Dificuldades e recomeço dos eventos são pauta do programa de Cleber Benvegnú

‘Programa Outro Olhar’, do Grupo Bandeirantes, traz conversa do jornalista com Eliana Azeredo, diretora da Capacitá, e Vinícius Garcia, do Grupo Austral

“Só não caímos porque tínhamos um objetivo: não vamos morrer”. Esta foi uma das afirmações feitas por Eliana Azeredo, diretora da  Capacitá Eventos, durante entrevista para Cleber Benvegnú no ‘Programa Outro Olhar’, do Grupo Bandeirantes. Ela e o CEO do Grupo Austral, Vinicius Garcia, conversaram com o jornalista sobre as dificuldades e o recomeço dos eventos no Rio Grande do Sul.

Depois de mais de um ano e meio de paralisação (desde março de 2020), o setor começa a planejar a retomada com protocolos específicos e a liberação progressiva das atividades. Para superar as adversidades enfrentadas com o fechamento, o segmento se mobilizou junto ao poder público e a entidades para se reestruturar. “Nós tivemos que nos juntar e nos transformarmos em gigantes. Fomos para Brasília, conversamos com os governos e conseguimos que enxergassem nosso setor, que ficou destroçado. Só não caímos porque tínhamos um objetivo: não vamos morrer”, destaca Eliana.

Nesta semana, o Governo do Estado sinalizou com novas regras para a ampliação de público. Mesmo com a autorização, Vinicius acredita que a efetiva movimentação ocorra em cerca de dois meses e, por isso, defende a liberação das ações a partir de setembro. “O setor de eventos foi o primeiro a fechar e ainda não abriu. O decreto não vai ter um reflexo imediato, pois temos de nos organizar. A necessidade de entretenimento e diversão é muito grande, e os municípios não terão como controlar todos os eventos que estão ocorrendo de modo clandestino”, explica Garcia. 

O CEO da Austral criticou o fato de a retomada ainda estar muito condicionada a pareceres técnicos de quem não conhece o setor. “Evento é o motor econômico da sociedade. Vamos fazer o setor ‘bombar’  e continuar nessa luta para que o setor seja respeitado.” 

Benvegnú acredita que a retomada das atividades com flexibilizações necessárias, justas e seguras é vital para que este mercado não morra. “O que não pode morrer, gente, também o nosso direito de conviver, de socializar, de festejar, sim, de celebrar a vida. Claro, com segurança.”

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