A propaganda digital foi um ponto bastante discutido entre os participantes do painel ‘Ideia sem valor, negócio sem valor’, que reuniu os dirigentes Mauro Dorfman, da Dez; Zé Pedro Goulart, da Mínima; e Márcio Callage, da DM9Sul; com mediação do presidente da Associação Riogrande de Propaganda, Fábio Bernardi. “Uma coisa mais velha que a agência de propaganda, é a agência digital e núcleo digital”, disse Márcio, ao falar para um público de cerca de 100 pessoas, em uma afirmação que suscitou a discussão sobre o tema. “O digital é só mais um meio, porque vamos ficar restritos a isso?”, provocou, ao defender que o negócio da propaganda abranger todas as mídias. Ainda brincou com Roberto Sirotsky, diretor da 3yz: “O Beto já percebeu isso, está até reformulando a agência”.
Contrário à afirmação, Mauro lembrou que a internet foi responsável por uma mudança no cotidiano da população. “Hoje, temos uma vida em rede. A internet contém muitas mídias, mas reduzi-la a isso é um erro”, enfatizou. Fábio defendeu que a função da agência de propaganda é levar o cliente ou produto até o veículo e, dessa forma, alertou para o caso das empresas digitais, que cada vez mais estão englobando as demais mídias. “O nosso papel não é ter a ideia, é fazê-la chegar ao veículo”. Fábio ainda ressaltou acredita no fim das agências digitais não apenas em razão das offline atualmente também dominarem a área, mas porque “mexer com share na internet ainda é muito complicado”.
Sob a aprovação do público, o painel, que deveria se encerrar às 21h30, se estendeu por mais de meia hora. O debate seguiu com a participação da plateia com questionamentos, comentários e trocas de experiências, e terminou com cerca de metade do público.


