O diretor Financeiro e de Relações com Investidores do Banrisul, Ricardo Hingel apresentou nesta sexta-feira, 5, o painel Os riscos da inflação: impacto possível sobre o crédito e os juros no evento “Brasil de Amanhã: O que está em jogo em 2010?”, promovido pela Revista Amanhã. No seminário realizado no Centro de Eventos Plaza São Rafael, em Porto Alegre, o dirigente destacou que a partir de 1994, com o Plano Real, o Brasil começou a avançar muito. “A nossa moeda está em alta hoje, porque os fundamentos econômicos estão muito mais valorizados”, afirmou.
Na ocasião, Hingel mostrou um panorama sobre aspectos econômicos que vão compor as perspectivas e cenários para 2010. Além disso, apresentou uma contextualização da situação econômica brasileira dos últimos anos, tendências futuras e expectativas, com foco para o crédito e juros. “Temos uma perspectiva otimista para 2010. O Brasil superou muito bem a crise, que começou em 2007, agravada em 2008, mas vamos percorrer 2010 dentro de uma projeção muito favorável”.
Entre diversos tópicos, o economista destacou a importância da produtividade, do crescimento das carteiras de crédito e da evolução dos spreads bancários, que se manterão estáveis. “A qualidade da carteira de crédito de qualquer banco depende da economia do país”. Segundo ele, a demanda por crédito seguirá positiva, tanto na pessoa física quanto na jurídica.
Na sequência, discorreu sobre a crise financeira mundial, o aquecimento da economia brasileira, a liquidez e a mudança na oferta de crédito. O diretor do Banrisul destacou, ainda, o sistema cambial e a importância do controle inflacionário. “Hoje, temos o sistema de metas inflacionárias e o câmbio flutuante. Para 2010, todas as previsões atuais indicam uma inflação próxima a 5%, o que preocupa, pois afasta-se da meta de 4,5%”.
O executivo destacou, ainda, a expansão da renda, emprego e, consequentemente, a elevação do consumo das famílias, em especial as classes sociais de menor renda. “Para o momento atual, existe um excesso de liquidez e crescimento da demanda”, acrescentou Hingel, dizendo que o Banco Central opera a política monetária, combinando a elevação do compulsório, administrando a liquidez e a taxa Selic. “O Banco Central tem o mandato para manter a inflação em 4,5%. E, para tanto, utiliza-se dos instrumentos de política monetária”.



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