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Diretor financeiro do Banrisul aponta eixos para País reencontrar crescimento

Ricardo Hingel defende medidas urgentes para o Brasil superar atuais problemas

Ao participar do painel “Perspectivas para a retomada da economia brasileira”, dentro do 36º Congresso da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs), o diretor Financeiro e de Relação com Investidores do Banrisul, Ricardo Hingel, apontou três eixos para o País reencontrar o crescimento. Para ele, superar a atual crise brasileira é um desafio cuja solução dependerá da convicção e da disposição pela tomada de medidas, que, necessárias, impõem custos políticos. Ao apresentar esse diagnóstico, o diretor sugeriu que o Brasil deve tomar medidas urgentes para superar os atuais problemas. “O primeiro envolve o conjunto câmbio, inflação e taxa de juros; outro, o equacionamento do déficit fiscal e o último, a ampliação de investimentos”, explicou. O evento aconteceu nos dias 6 e 7 de junho.

Para o economista, no primeiro eixo, o nível de câmbio com dólar a R$ 3,50 favorece a redução da inflação que, por sua vez, cria condições para a redução da taxa de juros, como condição essencial para encerrar o ciclo recessivo. O equacionamento do déficit fiscal, segundo dos três eixos, deve ser buscado via reequilíbrio fiscal, “a ser obtido pelo corte de despesas e não pela solução simplista do aumento de impostos”. De acordo com Hingel, esse é um desafio de mais difícil resolução, por causa da recente redução do Produto Interno Bruto, e que também passa pela questão previdenciária, “em que o benefício tem que estar ajustado à arrecadação prévia e cumulativa”.

Os problemas de infraestrutura estão relacionados ao terceiro eixos, o da necessidade de investimentos em áreas como transportes, saúde, educação e segurança. Hingel defende a implementação imediata de um programa de concessões com abrangência sobre todas as áreas carentes, incluindo capitais externos.

O painel também contou com as participações da presidente da Federasul, Simone Leite; do economista Alfredo Meneghetti e do ex-secretário estadual da Fazenda, Odir Tonolier.

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