Na última semana, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindjors) realizou um encontro com a categoria para voltar a discutir sobre a possibilidade de venda da sede da entidade em Pelotas. Estiveram presentes 12 diretores do sindicato, os quais disseram considerar a negociação do patrimônio como estratégica para o futuro financeiro da instituição. “A baixa adesão é reflexo da participação dos profissionais”, lamentou o presidente Milton Simas.
De acordo com o líder sindical, a negociação se apresenta como uma forma de “amenizar a precária situação econômica vivenciada pela entidade”. Embora sem ter caráter decisório, o encontro foi o primeiro passo para avaliar a possibilidade da transição do patrimônio. Nesta quarta-feira, 20, às 19h30, Simas estará em Pelotas para debater o mesmo assunto com profissionais da cidade.
Na mesma reunião da última semana, também foi informada a previsão orçamentária do sindicato para 2018, a qual, de acordo com o presidente, foi prejudicada por causa da reforma trabalhista que está em vigor desde novembro, “que retirou conquistas dos trabalhadores e dos sindicatos”. Além disso, Simas defende que grande parte da dívida adquirida pela entidade refere-se à suspensão da taxa sindical por parte do Grupo RBS, que deixou de contribuir com o valor referente aos funcionários não sindicalizados, o que gerou uma redução de R$ 160 mil na receita do Sindjors.
Atendendo à sugestão da contadora da entidade Maria Sueli Pires Cardeal, foi aprovada a proposta de que a situação financeira seja acompanhada mensalmente até março, quando será feita a prestação de contas de 2017. “Até lá, teremos um quadro mais real das receitas e das despesas do sindicato. Já nos reunimos com o Conselho Fiscal e manteremos encontros mensais ao longo do ano”, destacou Simas.

