O Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH), a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional do Rio Grande do Sul (OAB/RS), com o apoio da Associação dos Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Rio Grande do Sul (Arfoc/RS) e da Arfoc/Brasil divulgou a lista dos trabalhos vencedores do 36º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo. A iniciativa visa a estimular o trabalho dos profissionais do Jornalismo na denúncia das violações e na vigilância ao respeito dos Direitos Humanos.
Este ano, visando marcar a trajetória dos 35 anos do Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, foi criada a categoria ‘Premiação Especial’, destinada a destacar trabalhos que tenham se distinguido por sua qualidade, em qualquer das categorias previstas, sobre o tema ‘Futuro Ameaçado – mortandade das abelhas’. No total, foram inscritos 279 trabalhos, sendo as categorias Reportagem e Online as que tiveram mais adesões, com 46 submissões em cada.
Para a escolha dos vencedores, foram seguidos os seguintes critérios: Se a qualidade do texto ou da imagem; investigação original dos fatos; se a profundidade no tratamento da informação; se a abordagem de temas socialmente relevantes; se os valores éticos profissionais são refletidos no trabalho; se cada um dos critérios poderá ser aplicado em todas as categorias vigentes; e se os referidos critérios não serão ponderados através de notas, sendo que os trabalhos vencedores deverão refletir de forma equilibrada os cinco valores jornalísticos estabelecidos.
Na categoria Acadêmico, destaques para os gaúchos: Manuela Neves Ribeiro e Carolina Dill, da PUCRS, com o trabalho ‘ O despreparo de nossos policiais é alarmante’, que ficaram com o segundo lugar; e Denilson dos Santos Flores, Allonso Santos, Carlos Barcellos, Fernanda Ferreira, Fernanda Romão, Guilherme Machado, Josi Skieresinski, Juliana Coin e Thiago de Loreto, da Unisinos, com o trabalho ‘por mais consciência’.
Em Rádio, Cid Martins e Eduardo Matos, da Rádio Gaúcha, ficaram com a segunda colocação com a matéria ‘Ao contrário do que diz Bolsonaro, trabalho infantil segue e preocupa’; e Bruno Rosa Teixeira, Iarema Soares e Camila Silva, em podcast também para a Rádio Gaúcha, com o trabalho ‘Coisa de preto – sobre encarceramento em massa e ressocialização de ex-detentos’.
O Troféu Paulo Dias, para a categoria Fotografia, foi para Mateus Bruxel, de Zero Hora, com o trabalho ‘Penitenciária a céu aberto: presos em viaturas e o caos no sistema carcerário’, em primeiro lugar; João Ricardo Testa Giusti, com ‘Exterminio de abelhas: pare’, do Correio do Povo, ficou com a segunda colocação.
Na categoria Crônica, Bruno Rosa Teixeira, com ‘Um minuto de silêncio, mas o racismo não está morto’, para Zero Hora, faturou o segundo lugar; Rodrigo Guimarães Lopes, também de ZH, com ‘Recluso e sem passaporte em quartel da Venezuela’, ficou com a terceira posição. Tatiana Sager, com ‘Pena sem crime’, ficou com a segunda colocação na categoria Documentário.
Na categoria Especial: Futuro Ameaçado, Guacira Merlin e Alan Severiano, da RBS TV, ficaram em primeiro lugar, com o trabalho ‘Uso de agrotóxicos em lavouras ameaça abelhas’. Joana Colussi, com ‘Inquérito para proteger as abelhas’, de Zero Hora, ficou com a segunda posição.
Todos os vencedores e menções honrosas disponíveis neste link. A cerimônia de entrega dos prêmios acontece no próximo dia 10, às 20h, no Auditório da OAB/RS (Rua Washington Luiz, 1110 – 2º andar), em Porto Alegre.

