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Documentário ‘Sandro Dias e a Maior Rampa de Skate do Mundo’ estreia hoje

Produção mostra os bastidores da descida do prédio do CAFF, em Porto Alegre, ocorrida há um ano

Sandro Dias durante o Red Bull Building Drop, em Porto Alegre. - Crédito: Joerg Mitter / Red Bull Content Pool.

Estreia logo mais, às 23h30, o documentário ‘Sandro Dias e a Maior Rampa de Skate do Mundo’ no SporTV, no Globoplay e na Red Bull TV. A produção audiovisual acompanha a jornada do skatista até o Red Bull Building Drop, quando Mineirinho, como o atleta é conhecido, desceu 70 metros pela fachada do Centro Administrativo Fernando Ferrari (CAFF), em Porto Alegre, atingindo a velocidade de 103,8 km/h.

Na ocasião, o skatista com mais de 40 anos de carreira estabeleceu dois recordes mundiais, registrados no ‘Guinness World Records’: de altura e de velocidade. “Rever toda a história é muito doido, porque quando a gente está envolvido fazendo a parada não tem noção do que é. São as imagens, os perrengues, os testes pela primeira vez. O filme como um todo me trouxe muita emoção”, conta Sandro. 

A fachada curva do CAFF era vista havia anos, no imaginário dos gaúchos, como a rampa perfeita para skatistas da capital gaúcha, quase como uma lenda urbana da cidade. O documentário mostra como essa ideia virou projeto, com engenharia, cálculo de segurança e um time multidisciplinar resolvendo, no papel e na prática, problemas que ninguém tinha enfrentado antes. 

Na tela, aparecem os coletes de mais de 40kg usados para reproduzir a Força G (medida de aceleração sentida por um corpo, expressa como múltiplos da gravidade da Terra) e as sessões em alta velocidade para treinar o impacto no airbag de absorção. Além disso, é mostrado o skate montado e testado peça por peça, visto que não existia um modelo pronto para o desafio.

Grande desafio

Conforme Sandro, o mais difícil foi encarar cada teste pela primeira vez. “Eu tinha os números do estudo na mão, de velocidade, de Força G, de impacto, e desde o início quis me preparar para o dobro do que dizia. Quando eu batia a meta era uma felicidade, mas não era satisfação, porque eu precisava estar muito mais preparado do que aquilo. Cheguei a andar de skate a 136 km/h atrás do carro, era muita tensão”, lembra o atleta. 

No documentário, Sandro fala sobre o peso de encarar uma ideia tratada por anos como impossível. Além disso, sobre o medo que veio junto e sobre a decisão de seguir em frente mesmo assim, em um registro bem próximo do que passou pela cabeça dele antes de cada descida. 

O atleta revela que já teve outras oportunidades de fazer um documentário, livro ou filme sobre a sua vida, mas nunca achou que estivesse preparado. “Dessa vez, eu estava. Ando de skate há 41 anos e isso não é aposentadoria e nem hora de parar, ainda quero fazer muito. É um momento legal de mostrar um pouco da minha carreira e desse projeto maravilhoso que a gente realizou”, aborda. 

Semana Caldeira

O atleta retornou a Porto Alegre nesta semana para participar da Semana Caldeira. O skatista esteve em um bate-papo com estudantes e parceiros do Campus Caldeira sobre carreira e mercado de trabalho. Após, integrou o painel ‘Anatomia do Impossível – O que existe por dentro dos feitos que pareciam impossíveis’. Na ocasião, conversou exclusivamente com a equipe de Coletiva.net.

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