Quatro meses de planejamento e organização: esse foi o tempo para colocar o primeiro debate realizado pela Rádio Gaúcha no ar. O evento, que aconteceu nesta quinta-feira, 6, no teatro do Prédio 40 da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), contou com a organização dos jornalistas Jaques Machado e Mariana Ceccon. O comunicador, que também é coordenador de Programação da emissora, conversou exclusivamente sobre os bastidores da montagem, a logística do evento e os principais desafios da operação.
Conforme o profissional, o planejamento começou primeiro em relação à parte mais externa, como iluminação, cenário e concretizar o desejo de realizar o debate em um teatro. “Fizemos visitas técnicas para entender qual espaço era mais adequado para fazer a construção, não só do cenário, mas de estrutura, logística e chegada das pessoas”, explicou.
De acordo com ele, o mais desafiador é o compromisso com as pessoas que os ouvem e assistem de tentar tirar dos candidatos as suas propostas e intenções e, dessa forma, fazer com que o público consiga perceber quem são essas pessoas que estão se candidatando. “E, para além disso, quando pensamos na estrutura do debate, temos o regramento eleitoral que precisamos seguir e cumprir. Então, é preciso organizar e arquitetar tudo dentro do que é necessário e permitido dentro da lei eleitoral”, apontou.
Pequenos (grandes) detalhes
Para Jaques, os principais pontos de atenção estão nos detalhes que garantem a isonomia entre os participantes. “Ter tempo igual para todo mundo, realizar sorteios predefinidos para a ordem em que eles sentarão e cuidar do cronômetro são os maiores desafios”, explicou.
Ainda segundo o jornalista, é necessário ter o cuidado de ser mais tradicional. “Apesar do nosso modelo já conseguir evoluir um pouco nisso do tempo livre e de deixar que os próprios pré-candidatos administrem o tempo. Isso favorece o confronto e a batalha”, opinou.
O diferencial desse primeiro debate, conforme o jornalista, foi a realização dentro de um teatro. Isso porque, tradicionalmente, realizam-se os embates em locais que são mais cuidadosos do ponto de vista da operação de transmissão. Dentro dos estúdios é possível monitorar melhor o sistema como um todo.
Além disso, citou também a seleção das pessoas para participarem, tanto os 30 ouvintes selecionados quanto integrantes de entidades. “Por mais que tenhamos feito nos outros anos, é um diferencial a cada ano. Porque precisamos, para cada ano, entender quem serão e como vão ser representadas dentro do debate”, finalizou.

