Um ‘apagão’ nas redes sociais da empresa Facebook (o próprio app, Instagram e WhatsApp) atingiu cerca de três bilhões de pessoas na última segunda-feira, 4, entre elas, profissionais da Comunicação. No entanto, o incidente não causou tanto prejuízo para as empresas da área no Rio Grande do Sul. Em conversa com representantes de agências, de assessoria de imprensa, de conteúdo, de influenciadores digitais e de Publicidade e com uma emissora de televisão, a reportagem do Coletiva.net verificou que o mercado está preparado para lidar com esses casos e utiliza outras ferramentas para dar continuidade ao trabalho.
Foi assim com a Padrinho- Agência Conteúdo , que atualmente atua em sistema híbrido – com parte da equipe em casa e outra na empresa. Conforme o sócio e diretor de Conteúdo, Guilherme Ferreira, eles não foram afetados. “Apesar de utilizarmos o WhatsApp para contatos, trabalhamos com ferramentas de fluxo de trabalho para pedidos e entregas, inclusive nas nossas trocas internas. Em relação ao Instagram e ao Facebook, já retomamos as postagens.”
Na Critério – Resultado em Opinião Pública, a situação não foi muito diferente. Mesmo com o time executando as tarefas em home office, na agência, e com operação em diferentes cidades, como São Paulo, há um processo maduro de trabalho remoto, com servidores que mantêm na nuvem os documentos do dia a dia do trabalho, como textos, apresentações, imagens e vídeos.
De acordo com o sócio-diretor, Tomás Adam, embora o WhatsApp exerça um papel importante no dia a dia, ele é apenas uma parte de um sistema. O aplicativo é usado para uma comunicação mais rápida e momentânea, e durante o ocorrido, eles migraram para o Telegram e para salas de chat do Gmail. “Seguimos os contatos entre a equipe e com os clientes por e-mail ou por videoconferências, que são realizadas tanto por Google Meet como por Zoom. Foi um dia atípico, sem dúvidas, mas o trabalho seguiu de maneira plena, sem intercorrências.”
Sem problemas críticos na Publicidade, entre influenciadores e na TV
Ferramentas alternativas também foram buscadas pelos profissionais da Brivia para que assim não tivessem um problema sério de indisponibilidade ou falha no trabalho. Mesmo com a alteração da rotina, tudo se manteve funcionando. Quem garante é Fernando Silveira, Chief Operating Officer (COO) da empresa.
O executivo informou que a queda afetou o contato com os clientes, pois são muitas as trocas de informações realizadas, porém, ele foi facilmente substituído. Já o fluxo na agência não foi travado “porque a gente utiliza internamente ferramentas como o Google Workspace para interação entre a equipe. E, também, o Wrike, para comunicação, aprovação e entrega. Ou até mesmo o e-mail”, explicou.
Quem trabalha diretamente com mídias sociais sentiu, mas reagendou ou mirou a entrega em outras plataformas, como blog e Pinterest, conforme destacou a jornalista e criadora do RSbloggers, Andressa Griffante.
Na RDC TV, emissora de televisão, mas que transmite o conteúdo também pelo Facebook, o bug no Whatsapp prejudicou um pouco a comunicação com as fontes. Para seguir o trabalho, as alternativas foram utilizar a ligação, SMS e e-mail. A supervisora de Conteúdo e Jornalismo, Fernanda Bierhals, explicou que, como muitas das entrevistas são em formato on-line, foi preciso ainda mais agilidade para encaminhar os links aos convidados.
Desta maneira, eles não deixaram de entregar conteúdo, tanto no site quanto na transmissão de programas. “Só alteramos a maneira de nos comunicar com as fontes. Assim que as redes foram retomadas, voltamos a publicar no Instagram e nos comunicar pelo Whatsapp, onde temos um grupo para discutir e demandar pautas.”

