Notícias

Durante os autógrafos, dois momentos constrangedores

Jornalista Luiz Cláudio fala com viúva de personagem e repórter desinformada

O jornalista Luiz Cláudio Cunha enfrentou dois momentos constrangedores na noite de sexta-feira, durante as quase duas horas e meia em que autografou seu livro “Operação Condor – O Seqüestro dos Uruguaios”, no qual conta a história do seqüestro dos uruguaios Lilian Celiberti e Universindo Diaz em Porto Alegre, na década de 70. O crime foi cometido por policiais gaúchos, em ação conjunta com militares a serviço da ditadura do Uruguai.

Em certo momento, uma senhora de cerca de 50 anos abriu o livro em sua frente. Na página onde deveria autografar, estava escrito a caneta: “In memorian, Didi Pedalada”. Para surpresa do jornalista, tratava-se de dona Orfila, viúva do policial, o único dos envolvidos no episódio do seqüestro a ser julgado e condenado. Houve um tenso diálogo entre os dois, durante o qual a viúva cobrou o fato de o endereço da casa de Didi, onde ela ainda mora, ter sido revelado no livro, o que poderia, em seu entender, causar prejuízo a familiares. Ao final, Orfila insistiu em receber o autógrafo.

Antes, Luiz Cláudio concedera entrevista a uma repórter de televisão local. “Seu nome completo é Luiz Cláudio Cunha, certo?”. Após a resposta afirmativa, outra observação óbvia: “E o nome do livro é… ah, ta escrito aqui”. E acrescentou, didática: “Bem, vamos começar a entrevista situando a questão, certo? O senhor foi até o local do crime junto com a Polícia…”. Luiz Cláudio interrompeu a narração na hora: “Não, minha jovem, eu fui lá contra a polícia!”.

Compartilhar:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.