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Eficácia dos influenciadores nas estratégias de Marketing estagnou nos últimos três anos

Segundo pesquisa da YouGov, 23,3% dos consumidores dizem confiar em produtos recomendados por influenciadores e celebridades em geral

A YouGov, multinacional de pesquisa on-line, por meio de sua plataforma YouGov Profiles, apresentou dados que apontam que a eficácia dos influenciadores nas estratégias de Marketing no Brasil parece ter se estagnado nos últimos três anos. Segundo a pesquisa, em 31 de dezembro do ano passado, 23,3% dos consumidores do País disseram confiar em produtos recomendados por influenciadores e celebridades em geral. Percentual praticamente idêntico ao registrado em 2022 (23,4%) e em 2021 (23%). Ainda é menor do que o valor de 2020, 26,6%.

Os dados também indicam que, mesmo quem não confia em produtos recomendados, certamente está prestando atenção a esse tipo de mensagem. Dos consumidores pesquisados no Brasil, 29,3% relatam prestar atenção a patrocínios via mídia social. A porcentagem dos usuários que fazem isso em plataformas como o Instagram e TikTok é maior em determinados segmentos da população.

Conforme os dados, as mulheres são substancialmente mais receptivas a esses tipos de mensagens do que homens, 32,2% delas notam o patrocínio nas redes, contra 26,3% deles. Os consumidores que se identificam como bissexuais são mais abertos a essas estratégias.

O diretor-geral da YouGov na América Latina, David Eastman, avalia que há clara diferença na eficácia do influenciador quando se divide os brasileiros por nível de renda. Apenas 29,1% dos consumidores de baixa renda relatam ter notado patrocínios nas mídias sociais. A porcentagem entre os públicos de renda média e alta são 34,9% e 37,2%, respectivamente. “Vale observar que, com exceção de um pouco mais de atenção entre os brasileiros de 35 a 44 anos, não parece haver muita diferença na divisão por nicho de idade”, afirma.

Satisfação

A eficácia pode variar dependendo do canal que as empresas pretendem usar. Segundo o YouGov BrandIndex, entre os brasileiros que dizem confiar em produtos recomendados por influenciadores ou celebridades, o WhatsApp tem a maior pontuação de satisfação entre as plataformas sociais analisadas. “O contentamento reflete quantas pessoas se consideram um cliente satisfeito ou não com a marca e pode ser um indicador melhor de qual canal é mais eficaz do que um indicador que mede apenas qual site tem mais usuários”, explica David.

Segundo David, o Youtube e o Instagram também tiveram altas pontuações de satisfação em 28 de dezembro, mas também há sinais de que seu potencial de Marketing de influenciadores não é tão seguro. O gestor explica que as duas plataformas, assim como o WhatsApp, pioraram sua pontuação em comparação com a classificação registrada em 28 de junho do ano passado. “Por outro lado, aplicativos como Telegram, WeChat e Snapchat, além de suas pontuações mais baixas, mostram um crescimento que pode torná-los atraentes para empresas que planejam realizar campanhas neles”, finaliza.

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