A edição em português do El País se despediu dos leitores ontem, 14. Foi criado em 2013 e por oito anos informou sobre a atualidade brasileira e mundial. Em carta aberta ao público, um editorial informava que a empresa não alcançou sustentabilidade econômica, o que levou à decisão por sua descontinuidade.
Em nota de despedida, a direção manifesta que mantém correspondentes em São Paulo e conta com a mais extensa rede de jornalistas no continente. A partir da redação na Cidade do México, dos escritórios de Washington, Bogotá e Buenos Aires, e dos jornalistas nas principais capitais, a edição do El País América oferece a mais completa cobertura em espanhol da área. Um esforço que será ampliado nos próximos meses e no qual o jornal concentrará as energias.
Pega de surpresa
A jornalista gaúcha Eliane Brum escreveu em sua conta no Instagram que estava em sua primeira viagem de campo durante a pandemia quando conseguiu sinal da internet e leu mensagens dos seguidores falando sobre o fim do site e questionando onde poderiam ler os textos dela a partir de agora. “Foi assim que, depois de oito anos, já que estou no jornal desde o seu primeiro dia, descobri que o El País Brasil fechou. E que mesmo pisando em terra firme – estava em um barco – eu não encontraria terra firme na chegada”. Ela revelou no texto que a redação ficou sabendo do fechamento quase ao mesmo tempo que os leitores.
“Não tenham dúvidas de que vou continuar escrevendo. Em breve direi como isso vai acontecer”, relatou a jornalista, que no final do texto fez agradecimentos citando nominalmente Carla Jimenez, Flávia Marreiro e “à magnífica redação do El País Brasil pelo respeito, pela confiança, e pela competência.”

