Uma coletiva de imprensa, denominada ‘Judiciário gaúcho – superação e inovação tecnológica’, aconteceu nesta manhã, 13, às 10h. A reunião, realizada em formato híbrido, pôde ser acompanhada no Plenário Ministro Pedro Soares Munoz e por meio de uma plataforma própria de reuniões virtuais. Esclarecendo as medidas que foram tomadas frente ao ataque cibernético enfrentado pelo Tribunal de Justiça do RS (TJRS), o presidente da Judiciário, desembargador Voltaire de Lima Moraes, explanou sobre a aceleração na digitalização processual: “Cada processo tem, no mínimo, duas partes. Raramente conhecemos pessoas que não estão envolvidas em trâmites judiciais. A nossa responsabilidade é grande. Precisamos que as coisas andem”.
Com a mesma postura, o desembargador Antonio Vinicius Amaro da Silveira, presidente do Conselho de Comunicação Social, manifestou-se ressaltando que, atualmente, 40% dos processos físicos já foram digitalizados. O desembargador também sinalizou que, atualmente, todos os documentos novos que adentram o Poder Judiciário já precisam ser digitais. “Estamos caminhando para um Judiciário 100% digital”, pontuou.
Conforme assegurou ele, cinco mil processos passaram pelo processo de digitalização por dia, graças à terceirização do trabalho, que ocorreu devido à licitação. Concomitantemente a isso, o presidente Voltaire apontou que a importância de avançar na digitalização foi uma preocupação que aconteceu durante sua gestão. “Os meus antecessores não presidiram na pandemia”, citou como motivação.
Com relação ao ataque cibernético enfrentado pelo TJRS, o desembargador Vinícius frisou que o episódio foi facilitado pela necessidade de trabalho remoto. “Foi grave. Atingiu todos os 18 mil computadores da nossa rede”, citou. Conforme complementou, a mobilização para o retorno das atividades possibilitou que em 45 dias os serviços fossem completamente restabelecidos de forma integral. “Com uma equipe enxuta e dedicada, realizamos em tempo recorde”, comemorou.
Uma das medidas tomadas foi a instalação de um novo hardware, que foi antecipada em razão da instabilidade. “Lamentamos a ocorrência, mas são fatores que não faziam parte do nosso planejamento. Tivemos que improvisar. Mas hoje, a modernização é uma de nossas prioridades”, destacou.
Para o presidente do TJRS, o importante é que não houve prejuízos para nossos processos. “Precisamos suspender prazos físicos, mas a Justiça não parou”, assegurou. O dirigente enalteceu também a mobilização de advogados, que puderam auxiliar o Poder Judiciário de forma voluntária. O desembargador também ponderou a auditoria externa encomendada pelo órgão, a fim de esclarecer as causas do ataque sofrido.

