Três jornalistas foram assassinados no Brasil em menos de dois meses. Além do cinegrafista da Band Santiago Andrade, que foi atingido por um rojão enquanto cobria uma manifestação, também foram vítimas da violência o radialista Edílson Dias Lopes, do Espírito Santo, e o proprietário do jornal Panorama Regional do Rio de Janeiro, Pedro Palma. O fato indica que 2014 pode ser um dos anos mais mortais para os profissionais de imprensa brasileiros.
Edílson Dias Lopes, da rádio comunitária Explosão Jovem FM, da cidade de Pinheiros, foi assassinado na terça-feira, 11, com três tiros, em frente a sua residência. Os disparos foram feitos por dois homens que se aproximaram do radialista em uma moto. O motivo do crime ainda não foi esclarecido. Na noite de quinta-feira, 13, Pedro Palma foi morto a tiros, também em frente a sua casa. Segundo a polícia, duas pessoas em uma moto atiraram contra o jornalista. Ninguém foi preso.
A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert) alerta para a necessidade de investigação e punição dos criminosos. “O crescimento das estatísticas de violência nos últimos anos vem nos preocupando. Em 2013, registramos aumento de 166% nos casos em relação ao período anterior. 2014 começa e mostra que é preciso reagir. Não podemos tolerar a violência e a impunidade deve ser combatida”, afirma o presidente da entidade, Daniel Slaviero.
No ano passado, conforme contabiliza a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e TV (Abert), foram registrados seis crimes contra profissionais de imprensa. Já a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) aponta que cinco jornalistas foram mortos no País, durante o exercício da profissão em 2013.

