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Em manifestação, Famecos defende exercício do Jornalismo livre

Ato foi mediado pelo coordenador de Jornalismo da instituição, Fábian Chelkanoff

Fábian Chelkanoff, coordenador de Jornalismo da Famecos, da PUCRS, | Crédito: Bernardo Speck\n

Fábian Chelkanoff, coordenador de Jornalismo da Famecos, da PUCRS, | Crédito: Bernardo Speck

Em defesa do Jornalismo livre, o coordenador de Jornalismo da Famecos, da PUCRS, Fábian Chelkanoff, mediou uma manifestação na noite desta terça-feira, 28. O ato, que aconteceu no saguão da faculdade, às 19h, lembrou o caso do repórter do Jornal JÁ Matheus Chaparini e reuniu cerca 150 pessoas no início do ato, entre professores, alunos e jornalistas.

Na manifestação, Chelkanoff defendeu o exercício livre da profissão e disse que é preciso “levantar uma bandeira que já deveria estar levantada há muito tempo, que é a bandeira do jornalismo livre”. Para fortalecer a ação, foi orientado que os presentes utilizassem as hashtags #JornalismoLivre, #JornalismoSemGrades e #ÉSóOComeço nas redes sociais.

Chaparini esteve no saguão da Famecos e destacou a importância de defender o Jornalismo livre e afirmou que episódios como aquele servem para unir a categoria. “O atentado é contra a liberdade de imprensa e o direito do jornalista de exercer o seu trabalho”.

Para o presidente da Federación de Periodistas de América Latina y el Caribe (Fepalc) e da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), e professor da Famecos, Celso Augusto Schröder, falou sobre o crescimento da violência contra os jornalistas no Brasil, especialmente os que têm atuado na área de Política, e ressaltou a relevância de tratar o assunto dentro de uma universidade. “No mundo todo, de alguma maneira, os jornalistas deixaram de ser protegidos por suas credenciais e passaram a ser alvo por elas”, lamentou.

De acordo com o Núcleo de Assessoria e Comunicação Digital da Famecos, será encaminhado ao governo do Estado um documento de pedido de audiência com o governador, com o objetivo de exigir que acontecimentos como o de Chaparini sejam extinguidos. Ao final do evento, 15 segundos de silêncio foram contabilizados pelo coordenador do curso de Jornalismo da Famecos. “Que seja a última vez que ficamos calados”, acrescentou Fábian, ao término do cronômetro.

Também estavam presentes o diretor da Famecos, João Guilherme Barone; o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (Sindijors), Milton Simas Junior; o dirigente da Associação Riograndense de Imprensa Antônio Goulart; o editor-chefe do Jornal JÁ, Elmar Bones; o jornalista do Grupo Record e professor da Famecos, Juremir Machado da Silva; o jornalista do Grupo RBS e professor da Famecos, Luiz Antônio Araújo; membro da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Rodrigo Rosa; um dos diretores da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) Marcelo Träsel; e a representante da diretoria do Centro Acadêmico Arlindo Pasqualini (CAAP) da Famecos Joana Berwanger.

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