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Em protesto por maior diálogo com o Governo, delegados suspendem entrevistas

Decisão foi tomada em assembleia de associação representativa da categoria na última sexta-feira

Na última sexta-feira, 27, uma assembleia da Associação dos Delegados de Polícia do Rio Grande do Sul (Asdep) decidiu por suspender entrevistas de delegados a veículos de Comunicação e a divulgação sobre operações policiais à imprensa e nas redes sociais. Cerca de 200 dos 500 membros da organização participaram da reunião. A ação tem como objetivo protestar contra a falta de diálogo do Governo do Estado com a categoria, que deseja negociar o reajuste salarial. 

“São em média quatro operações por dia. Estamos trabalhando muito e não somos valorizados. Então, não divulgaremos operações e não mais daremos entrevistas”, afirma o presidente da Asdep, Guilherme Wondracek, em comunicado da entidade. Ainda segundo o dirigente, os delegados e delegadas são responsáveis por uma área da Segurança Pública que “mais entrega resultados para a sociedade gaúcha”. O profissional reclama que “o Governo Eduardo Leite sequer nos recebe para negociar um plano de valorização salarial”.

A entidade também afirma que, desde 31 de julho, quando Guilherme se tornou presidente, foram enviados três ofícios solicitando uma audiência com o Governo e que nenhum dos pedidos foi respondido. Ainda no comunicado, a Associação traz à tona que foram aprovados reajustes de 12,36% nos salários dos servidores vinculados à Assembleia Legislativa, à Defensoria Pública do Estado, ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas do Estado, ao Tribunal de Justiça Militar e ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul.

O que diz a Polícia Civil

Em resposta à reportagem de Coletiva.net, a Assessoria de Comunicação da Polícia Civil ressaltou que respeita a manifestação e reforçou que se coloca à disposição da categoria para um diálogo permanente. Além disso, a instituição continuará a atender à imprensa quanto a divulgação de informações sobre fatos criminais e trabalhos realizados e continuará o trabalho nas redes sociais.

Confira as notas na íntegra:

Asdep:

Delegadas e Delegados de Polícia decidem suspender a divulgação e entrevistas sobre operações

Delegadas e Delegados da Polícia Civil decidiram não divulgar mais detalhes de operações policiais e número de prisões para a imprensa e em redes sociais, bem como não conceder mais entrevistas. A Asdep anuncia ainda que o associado que não cumprir está sujeito à comissão de ética da entidade. A medida, decidida em Assembleia Geral da categoria, realizada na sexta-feira (27/10) à noite com participação de centenas de Delegados e Delegadas, é uma forma de protesto pela inexistência de diálogo com o Governador Eduardo Leite no sentido de negociação e valorização da carreira. O tensionamento decorre da crescente insatisfação nos últimos meses entre servidores da área da segurança pública com o Governador Eduardo Leite, que não recebe as categorias para negociar, mas, no entanto, divulga rotineiramente os excelentes resultados da segurança pública.

“São em média quatro operações por dia. Estamos trabalhando muito e não somos valorizados. Então, não divulgaremos operações e não mais daremos entrevistas. Delegadas, Delegados, os Policiais Civis, como um todo, são responsáveis por uma área da segurança pública que mais entrega resultados para a sociedade gaúcha. Todavia, o Governo Eduardo Leite sequer nos recebe para negociar um plano de valorização salarial”, destaca o presidente da Asdep, Delegado Guilherme Wondracek, que alerta que as medidas que serão adotadas pela categoria não afetarão a sociedade.

Na tarde desta terça-feira (24/10), foram aprovados reajuste de 12,36% somente para servidores vinculados ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), Tribunal de Contas do Estado (TCE-RS), Tribunal de Justiça Militar (TJM), Ministério Público (MP-RS), Defensoria Pública do Estado e Assembleia Legislativa.

A categoria ainda sinaliza que realizará audiências com parlamentares e nas Câmaras de Vereadores do interior do Estado e da região metropolitana para detalhar a situação.

Ainda durante a assembleia, a categoria aprovou também a reformulação do estatuto da entidade e criação de nova categoria de sócio, o sócio afetivo, sem direito a voto ou ser votado e nem participar de assembleias da categoria.

O sócio afetivo poderá  incluir cônjuge do titular falecido ou algum familiar mediante pagamento de mensalidade relativo a 50% do valor pago pelo sócio efetivo. O sócio afetivo poderá, desse modo, usufruir de benefícios como plano de saúde oferecido pela Asdep e hotel de trânsito

Além disso, o mandato do presidente passará para três anos.

Polícia Civil:

A Polícia Civil respeita a manifestação da Associação dos Delegados de Polícia do RS (Asdep), assegurando, contudo, o direito dos cidadãos à informação sobre suas ações, já que são atividades de uma instituição de Estado, não será prejudicado. A Comunicação da Polícia Civil seguirá à disposição da imprensa para divulgar informações sobre os fatos criminais e os trabalhos realizados, os quais têm resultado na redução constante da criminalidade em todo o Estado, no âmbito da estratégia traçada pelo programa RS Seguro. A chefia da instituição, bem como a gestão da Secretaria da Segurança Pública, reforça a disposição para o diálogo permanente com a categoria.

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