Notícias

Em tempos de redes sociais, Jornalismo deve separar fatos de boatos

Em palestra, Sylvia Moretzsohn defendeu a relevância do jornalismo como instrumento de filtragem

Sylvia Moretzsohn e Adriana Kurtz | Crédito: Maria Luiza de Melo\n

Quando a tecnologia torna a produção e disseminação de conteúdo acessível a toda a sociedade, o jornalismo passa a ser ainda mais relevante como instrumento de filtragem e referência de credibilidade. Essa foi a defesa da jornalista e pesquisadora Sylvia Moretzsohn, professora do Departamento de Comunicação Social e do Programa de Pós-Graduação em Justiça Administrativa da Universidade Federal Fluminense (UFF) e colaboradora regular do Observatório da Imprensa, site de crítica de mídia, ao participar do 2º Simpósio Nacional de Rádio. O evento aconteceu nesta terça-feira, 4, na ESPM.

Com a carreira acadêmica voltada ao estudo da relação entre jornalismo e informação em tempo real, Sylvia tratou sobre a atividade jornalística e sua expressão na internet, em encontro mediado pela professora Adriana Kurtz. Para a jornalista, as mudanças na comunicação têm ocorrido de forma extrema, intensa e rápida, e falar sobre jornalismo e redes sociais é falar sobre tudo que nos cerca e afeta. “Quanto ao rádio, especificamente, observei em alguns estudos que não era citado quando se falava em interatividade, e o rádio sempre foi interativo por natureza”, destacou.

Sylvia Moretzsohn e Adriana Kurtz | Crédito: Maria Luiza de Melo

Sylvia Moretzsohn e Adriana Kurtz | Crédito: Maria Luiza de Melo

Segundo a pesquisadora, o campo aberto pela internet para a disseminação de informações e a manifestação pública de pessoas comuns despertaram o entusiasmo de teóricos apressados, que anunciavam o fim do jornalismo e a inauguração de uma nova era em que tudo poderia comunicar em igualdade de condições, livremente. O jornalismo, na análise de Sylvia, continua sendo necessário porque é no rigor da apuração e com critérios para estabelecer o que é notícia ou não que se tem um instrumento para fazer uma filtragem que sirva de referência com credibilidade. “Será por meio destas informações bem apuradas e embasadas que poderemos confiar para tomar decisões”, ressaltou.

A pesquisadora considera que o jornalismo é, cada vez mais, necessário para filtrar o turbilhão de informações que circula no mundo virtual e separar fatos de boatos ou mentiras. “É necessário um jornalismo ético, decente, não como solução milagrosa, mas com critério. O jornalista é um mediador, aquele que filtra o conteúdo por meio de critérios e não um mensageiro”. E acrescentou: “Nesse sentido, as redes criam um ambiente novo e muito mais complexo, é preciso entender como o jornalismo se processa porque ele é fundamental para a democracia, mas também pode ser contra ela,” alerta.

No encerramento do simpósio, foi formalizada a entrega do acervo do jornalista Jorge Alberto Mendes Ribeiro à biblioteca da ESPM.

Compartilhar:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Relacionados

CADASTRE-SE
Captcha obrigatório
Seu e-mail foi cadastrado com sucesso!

Aviso: se você optou por parar de receber nossos e-mails e deseja voltar à nossa lista, ou está com dificuldades para se cadastrar, entre em contato com a Redação pelo formulário Fale Conosco e informe seu nome e o e-mail que deseja incluir.