Ao palestrar no evento Tá na Mesa, promovido pela Federasul, o vice-presidente das Empresas Randon, Daniel Randon, enfatizou que é preciso rigor absoluto no controle dos custos tanto por parte da iniciativa privada quanto dos governos para garantir o equilíbrio nas contas e a estabilidade. Daniel Randon inclui o resgate da ética como fundamental para que o Brasil continue crescendo e gerando postos de trabalho: disse que integrar o mapa da competitividade mundial e exigir ética na gestão são ingredientes essenciais na retomada do crescimento sustentável no Brasil.
Ao falar em torno do tema “Os desafios das empresas no atual cenário de crise”, Daniel defendeu que “o momento seja enfrentado com muita produtividade e moralidade e que quanto mais amargo for o remédio, melhores serão os resultados”. Destacou que o momento é desafiador e exige que sejam revistos processos com a quebra de paradigmas, e apresentou um olhar otimista sobre a atual situação da economia. “Acredito que com a crise é necessária ousadia para criar oportunidades”, projetou, apesar da queda de 28% na receita líquida das Empresas Randon no primeiro trimestre de 2015, comparado a igual período de 2014.
Na análise do vice-presidente das Empresas Randon, as frentes da crise estão alicerçadas na economia que tem apresentado baixa produtividade e no ajuste fiscal: “Parece que o governo percebeu a necessidade de conter a inflação para manter a competitividade”. Outra questão pontuada é o cenário político do Brasil, que na opinião dele apresenta um desalinhamento entre os poderes executivo e legislativo. “O que estamos vendo são promessas e disputas políticas. Pouca ética e moralidade”, insistiu, ao dizer que a lei anticorrupção deve garantir o avanço da governança, da transparência e do controle dos riscos.
Para ultrapassar a crise, Daniel Randon aposta na excelência da gestão pública e privada por meio de programas de gerenciamento da qualidade dos serviços. “Com inovação é possível cumprir responsabilidades e tornar o mercado mais competitivo”, disse. Argumentou ainda que para encontrar o crescimento sustentável é preciso quebrar paradigmas, reduzir a burocracia e assim aumentar a competitividade nas relações de negociação.

