Evento realizado pelo Instituto de Estudos Empresariais (IEE) na noite desta segunda-feira, 17, trouxe à discussão as questões econômicas que cercam o País. O 5º Colóquio do Fórum da Liberdade, realizado no Hotel Sheraton, em Porto Alegre, teve como tema “Até Quando Vai a Crise?”, com o objetivo de dar continuidade ao debate de ideias gerado no Fórum da Liberdade.
Mediado pelo presidente do IEE, Ricardo Heller, o evento teve palestra do diretor do BRICLab na Universidade Columbia, Marcos Troyjo, que refletiu junto ao público a ideia de que, se questionado há cinco anos, ninguém relacionaria o Brasil a uma crise. Segundo Troyjo, o País vive três crises: uma crise moral e ética, não apenas de comportamento, mas de saber o errado e o certo; uma crise política, mediante o acúmulo de problemas durante os últimos anos; e uma crise – que destaca como a mais grave – de modelo de nação. “A crise de modelo de nação demanda uma mudança, não de pessoas, mas de paradigmas”, relatou.
Para Troyjo, “precisamos deixar o que é velho e ultrapassado morrer, para que o novo e transformador possa nascer. E encontrar respostas para três perguntas: Quem é o líder? Quem é a equipe? E quem tem o plano?”. Ricardo Heller resumiu assim: “Por maior que seja a dificuldade e a crise estabelecida, não podemos manter nossos olhos fechados às oportunidades que estão disponíveis neste momento”.
Já o presidente da Yara Brasil, Lair Hanzen, destacou em sua fala que segmentos como o agronegócio, a educação, os alimentos e o de bebidas, se mantêm estruturados e evoluindo em meio à crise. “O Brasil irá substituir os Estados Unidos como o celeiro do mundo do século XXI”, disse, avaliando as ações dos setores a longo prazo.

