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Encontro anual da Agert abordou efeitos da crise e sinal digital

Sobraram críticas à cobertura da mídia gaúcha e brasileira sobre a crise econômica mundial

O encontro regional anual da Associação Gaúcha de Rádio e TV (Agert), realizado na última sexta-feira , 30, em Osório, destacou dois temas principais: os efeitos da crise mundial e a implementação da rádio e TV digital. A reunião contou com a presença do presidente da Associação Brasileira de Rádio e TV (Abert), Daniel Pimentel Slaviero. O dirigente ainda foi um dos palestrantes do Seminário Regional de Rádio e TV. Ao contrário do anunciado, não participaram a governadora Yeda Crusius nem a ministra da Casa Civil da Presidência da República, Dilma Linhares.

O evento abordou as formas que as emissoras de rádio e TV podem se posicionar contra os efeitos da crise mundial, que deve afetar o faturamento do setor. A cobertura da mídia gaúcha e brasileira sobre os efeitos da crise econômica mundial foi muito criticada. Para os diretores e proprietários de emissoras, a imprensa noticia a crise de forma unilateral, destacando o crescente número de desempregados, e isso, segundo eles, tem efeitos negativos para o próprio mercado. Segundo divulgado pela assessoria da entidade, os empresários defenderam a necessidade de veicular também o contraponto da crise, mostrando iniciativas inovadoras e investimentos que algumas empresas estão fazendo neste momento. “A avaliação dos diretores da Agert foi unânime: além de não ser unilateral, essa posição permite demonstrar que o Brasil não está sendo impactado de forma tão grave quanto a outros países”, registra a nota oficial.

Na parte da manhã, durante o encontro mensal da diretoria e vice-presidentes da Agert, a pauta trouxe para debate a destinação dos canais 5 e 6 ao rádio AM, tanto para uso analógico, como para o desenvolvimento da rádio digital. Daniel Slaviero reforçou a preocupação com o assunto, mas lembrou que a decisão da ocupação desses canais (que existem, mas que não são utilizados), principalmente para as rádios AM, é uma decisão também em nível mundial. Diante disso, o presidente da Agert, Roberto Cervo Melão, reiterou a posição da entidade gaúcha e afirmou que permanecerá atuante da defesa da posição.

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