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Ensaios, testes e plano B: a engrenagem por trás do debate eleitoral da Rádio Gaúcha

Kyane Sutelo, produtora responsável pelo embate realizado pela Rádio Gaúcha, contou sobre os bastidores do evento

Kyane Sutelo é produtora do ‘Gaúcha Atualidades’. Crédito: Coletiva.net.

Ensaios e diversos outros planos. Testa cronômetro, tempo dos candidatos e disposição no palco: nada pode dar errado no grande dia. Assim é o trabalho de quem está na produção de um debate eleitoral. A jornalista Kyane Sutelo, responsável pelo setor no primeiro embate eleitoral da Rádio Gaúcha, conversou exclusivamente com a equipe de Coletiva.net, logo após o evento, realizado no teatro do Prédio 40 da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), nesta quinta-feira, 6. 

Produtora do ‘Gaúcha Atualidades’, programa que recebeu o debate, Kyane relatou que a preparação começou em 2025, com a mobilização da equipe para a cobertura eleitoral, que envolve diversos setores do Grupo RBS. “Na parte da produção, especificamente, ela chega já mais pertinho, porque a gente trabalha em tempo real e produzimos outros programas”, comentou.  

De acordo com ela, o debate, mais especificamente, foi planejado desde o início do ano. “Aos poucos, fomos entendendo as regras e participando de reuniões, para ajudar a pensar o que ficaria melhor no ar”, disse.

Contudo, de acordo com a jornalista, foi no segundo semestre que o trabalho se intensificou: “Começamos a fazer ensaios e viemos na véspera para o teatro e fizemos testes. Fingimos que éramos candidatos para poder simular o evento”.

Planos e mais planos

Questionada se há algum protocolo para situações inesperadas, Kyane contou que estão sempre preparados para caso algum imprevisto aconteça. “Contamos, é claro, com a experiência da Andressa Xavier conduzindo, que já está muito acostumada com isso”, salientou. 

De acordo com a produtora, a equipe se prepara para resolver qualquer dificuldade. Inclusive, foram realizados testes caso ocorresse blackout no teatro, que fora transformado em estúdio. Além disso, também simularam problemas e trocas de microfones. “Então, testamos também algumas possibilidades de erro, mas estávamos preparados para o imprevisto e para improvisar o que pode acontecer a qualquer momento.”

Grande desafio

“Eu acho que a nova edição, o próximo, é sempre o mais desafiador”: assim ela definiu o trabalho de coordenar a produção do debate. Isso porque, na visão da jornalista, nunca se sabe qual o cenário que poderá acontecer.  

Contudo, segundo ela, o maior desafio foi realizar o debate fora do estúdio. “Viemos para a rua, convidamos 30 ouvintes e assinantes de GZH, além de entidades que também participaram. Então, havia muitas pessoas e diferentes equipes envolvidas”, relatou.

Ela acrescenta que, apesar das exigências de uma operação externa, o resultado compensa o esforço. “Quando saímos do estúdio, a externa é mais desafiadora, mas também a sensação depois que passa é maravilhosa, quando tudo dá certo”, finalizou.

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