A Associação Nacional de Jornais (ANJ), a Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (Abert) criticaram, em relatório, a censura imposta a jornais e à violência sofrida por profissionais de imprensa no país. As considerações foram enviadas à Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP).
De acordo com o Portal Imprensa, o documento cita os casos dos veículos Diário do Grande ABC e O Estado de S. Paulo, que foram proibidos pela Justiça de publicar reportagens de denúncias a determinadas personalidades. O primeiro não pode fazer matérias sobre o prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT-SP), já o segundo, sobre o filho de José Sarney, o empresário Fernando Sarney.
As entidades lembraram, ainda, quatro casos de jornalistas brasileiros, que foram vítimas de violência quando exerciam a profissão, como forma de intimidação. Um dos exemplos dados pelas instituições foi o de um grupo que tentou retirar de circulação uma edição do jornal O Globo, que trazia denúncias de corrupção de um ex-prefeito da cidade de São Gonçalo, no Rio de Janeiro.
O relatório também critica a tentativa feita para a volta da exigência do diploma de jornalista para o exercício da profissão, e normas criadas pela Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa), que limitam a publicidade de alimentos e bebidas industrializados.


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