A Fenaj e o Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo pediram a federalização das investigações do grampo nas redações da Rede Gazeta e garantias de preservação das provas ao Ministério da Justiça e à Procuradoria Geral da República. A competência e a participação do Ministério Público Federal no caso serão decididas pela PGR. Segundo seu chefe de gabinete, Marcius Correia Lima, o pedido de acautelamento das provas já foi encaminhado ao desembargador Sérgio Gama, relator do processo.
O pedido de federalização também foi apresentado pelas entidades ao ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos. O presidente da Fenaj, Sérgio Murillo de Andrade, e a presidente do Sindicato dos Jornalistas do Espírito Santo, Suzana Tatagiba, declararam ao ministro que não confiam na isenção do governo estadual na condução desta investigação. Para Sérgio, o afastamento do ex-secretário de Segurança Pública do Espírito Santo Rodney Miranda deve-se “a uma clara tentativa de abafar a crise provocada pela escuta ilegal”. Bastos comprometeu-se apenas a solicitar que a Polícia Federal monitore as investigações e informou que todas as provas seriam entregues ao diretor geral da PF, Paulo Lacerda.
Segundo o ministro, o caso do grampo na Rede Gazeta pode abrir precedentes para acelerar a possível normatização da escuta legal de telefones no Brasil. Ele garante que há um projeto de lei sobre o assunto na Casa Civil e as repercussões do caso podem ajudar na tramitação da matéria.

