Na última segunda-feira, 17, o governo da Espanha chancelou uma nova lei, que exigirá que empresas e influenciadores se reportem à Comissão Nacional de Segurança do Mercado (CNMV), para realizarem campanhas publicitárias envolvendo criptoativos – representação digital de valores transacionados – pelo menos dez dias antes da veiculação. A regulação passa a vigorar em fevereiro e se aplica a todas as celebridades com mais de cem mil seguidores que forem pagos para divulgar tokens.
Os anunciantes serão obrigados a liberar o conteúdo das ações em caráter antecipado à CNMV, bem como incluir avisos dos riscos envolvidos nos produtos que vendem publicamente. Segundo a revista eletrônica Reuters, a manobra ocorre sobretudo para ajudar o órgão a monitorar o meio em torno do assunto e garantir que o público espanhol tenha consciência do que “pode estar entrando ao criar uma carteira virtual”.
Conforme o portal norte-americano The Verge, na última semana, um grupo de influenciadores foi submetido a um processo na corte dos Estados Unidos, por conta de uma ação promovida pela criptomoeda EthereumMax. Ao fim da campanha, o valor estava reduzido a centavos.
Apesar da regulação ser uma novidade, não é a primeira vez que a CNMV se atenta à situação das criptomoedas na publicidade. Em novembro, o órgão respondeu a um tuíte do jogador de futebol Andrés Iniesta que promovia o criptoativo Binance, comentando que o item não havia sido regulado na lei espanhola.


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