Nesta terça-feira, 11, o Teatro do Ciee foi palco da primeira edição do Fórum Ciee Band de Ideias, que apresentou o tema “O perfil dos novos profissionais x Expectativa do mercado”. Apresentados pelo mediador, o jornalista Sérgio Stock, participaram como debatedores o consultor em Marketing e professor da ESPM-Sul Christian Tudesco e o jornalista da emissora nacional Ricardo Boechat.
Tudesco iniciou sua explanação animando o público: “Vamos fazer um vídeo e mandar bom dia para o Evan?”, após a provocação, explicou que o rapaz a quem citou, de 24 anos, é o criador da rede social Snapchat, que troca imagens instantâneas por apenas alguns segundos. “Hoje, esse menino é considerado o milionário Forbes mais jovem e sua empresa vale 19 bilhões de dólares”, salientou.
O consultor explicou a divisão de gerações, separadas por categorias, que possuem, segundo ele, perfis e ambições diferentes umas das outras. Conforme Tudesco, os chamados baby boomers (nascidos pós Guerra Mundial) cresceram com conceitos profissionais de responsabilidades e foco na carreira, além de muita disciplina, tudo para manter as coisas simples que conquistaram. A geração seguinte, denominada X (nascidos entre 60 e 70), entrou para o ambiente profissional com o desejo de chegar aos cargos de gerência no menor tempo possível e fazer o que fosse necessário para isso.
Finalmente, a geração Y, jovens que estão no início da sua carreira (nascidos entre 1980 e 2000 e que somam, hoje, cerca de 3,2 bilhões de pessoas no mundo), busca seus próprios negócios, quer combinar paixão com trabalho, quer ver seu esforço recompensado e necessita de constantes feedbacks. “Mas, vejam, eles são impacientes e querem tudo para ontem”, alertou Tudesco. As gerações seguintes, chamadas de Z (entre 2001 e 2010) e Alpha (a partir de 2011), ainda não estão no mercado de trabalho, mas, conforme o especialista, precisamos conhecê-las, lembrando que não conhecem um mundo sem mobile.
De acordo com o professor, enquanto as gerações mais antigas se preocupavam com o “como” chegar e fazer, as novas já começam com o “por que”. “A ordem se inverteu e o nosso grande desafio é gerar engajamento desses jovens, independentemente da geração deles. O importante daqui para frente é que a nossa vida tenha significado”, encerrou.

