No Brasil, a compra pela internet está cada vez mais frequente, tanto pela praticidade de finalizar em um único ‘clique’ quanto pelos preços – que geralmente são mais em conta. Para auxiliar os consumidores, o especialista Cristiano Diehl Xavier orienta sobre a melhor forma de prevenção: “Alguns detalhes passam despercebidos na hora de efetuar a compra e custam caro para quem presenteia. Um dos maiores erros do internauta é não conferir a credibilidade do site, ação simples que evita muitos problemas”. Essa pesquisa pode ser feita no Procon de forma gratuita e também é possível verificar nos canais de reclamação espalhados pela internet, se o escolhido possui muitos clientes insatisfeitos. O fornecedor é obrigado a ter CNPJ e o número deve estar no site; a Receita Federal também oferece uma forma de verificar a situação da empresa.
Depois de realizada a compra, outro problema comum é o prazo de entrega. Muitos casos de compras realizadas para o Natal chegam apenas no ano seguinte. Assim como o valor exato, o prazo tem que constar antes de fechar o negócio. O conselho de Xavier é planejar com antecedência a compra. “Planejamento é a palavra mais adequada para evitar incidentes. Ter tempo para pesquisar o fornecedor, avaliar bem a compra e os valores são medidas básicas de segurança”, alerta.
Outro ponto importante é avaliar se o site apresenta outras formas de pagamento, além do cartão de crédito. O Código de Defesa do Consumidor exige que as pessoas tenham o direito de efetuar a compra de outras formas, e aquelas feitas fora do estabelecimento comercial podem ser canceladas em até sete dias. “Mantenha os dados da compra efetuada em local seguro, desde o protocolo até a confirmação do pagamento”, ensina Cristiano. “Na hora de reivindicar qualquer problema, esses documentos serão um aliado do consumidor. Cada site precisa respeitar as normas do seu país de origem, por isso, não se esqueça de analisar de que importador está comprando.”

