Um grupo de especialistas da Toshiba virá ao Brasil em 15 dias para iniciar estudos de viabilidade de investimentos em fábricas de semicondutores no país. A afirmação é do ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim. Segundo ele, “o Ministério das Relações Exteriores entrou na discussão para dar uma visão de Estado às negociações. O governo trabalha com um sentido de urgência para engajar o governo japonês”, disse Amorim. No entanto, ainda não foram definidos prazos nem para as indústrias japonesas concluírem seus estudos nem para o governo brasileiro definir qual tecnologia será adotada.
Na semana passada, uma comitiva brasileira esteve no Japão, onde foi assinado um memorando que estabelece compromissos, caso o padrão japonês, conhecido como ISDB, seja adotado. “O memorando mostra o engajamento efetivo do governo japonês, mas não se trata de uma decisão definitiva. Tudo será negociado”, disse Amorim, que integrou a comitiva juntamente com os ministros do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, e das Comunicações, Hélio Costa.
De acordo com o documento, o Japão se compromete a ajudar o Brasil a definir um plano estratégico para o setor e a apoiar as empresas japonesas que queiram instalar fábricas. Na avaliação de Amorim, essa sinalização vai facilitar as decisões das empresas. “Em todo o mundo, as indústrias olham o que os governos estão fazendo para tomar suas decisões de negócios”. O memorando também prevê que, uma vez adotado o sistema japonês, as inovações brasileiras serão absorvidas e o Brasil não terá que pagar royalties pelo uso da tecnologia japonesa. Também está previsto que o JBIC (Japan Bank for International Cooperation) ofereça linha de crédito para as emissoras brasileiras migrarem para a nova tecnologia digital.

