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Estado não deve ser empresário, defende Rodrigo Constantino

Na Federasul, economista afirmou que crescimento do País depende da privatização de serviços públicos

A privatização como possível solução para os problemas de má gestão dos serviços públicos esteve no centro do discurso de Rodrigo Constantino, durante o Tá na Mesa desta quarta-feira, 5. Na reunião-almoço promovida pela Federasul, o economista e escritor defendeu o tema central de seu livro ‘Privatização Já’, afirmando que o “grande gargalo” do País está no fato de que “tudo que está na mão do Estado” e de que este “não deve ser empresário”. Com base em uma teoria na qual apenas as funções básicas – como polícia e justiça – e algumas regulatórias, não citadas, ficariam nas mãos do Governo, Constantino apontou erros da administração pública que, segundo ele, impedem o desenvolvimento do país.

“Defendo a ideia de que se buscarmos com uma lupa onde há problemas sempre se encontrará as digitais do Governo”, disse. Para ele, é preciso passar às mãos de empresários a gestão de aeroportos, portos, estradas, etc. O economista destacou a Petrobras como a mais urgente destas possíveis privatizações. Sobre os problemas de serviços oferecidos após algumas privatizações, como o caso da telefonia, defende que é o livre mercado que faz o progresso e argumenta que as privatizações que aconteceram até hoje não foram baseadas em ideologias, mas em necessidade de caixa dos governos. “É preciso entender que o setor privado tenta atender as necessidades aumentando a oferta, enquanto o setor público limita a demanda para resolver problemas de excesso”, declarou.

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