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Estado precisa priorizar investimentos, sugere Federasul

Queda na competitividade retirou de circulação recursos que dariam para construir todo mês uma ponte sobre o Guaíba

Baixos investimentos, infraestrutura precária, aumento nos gastos e prioridades equivocadas na gestão pública do Rio Grande do Sul crescem na pauta de preocupações da Federasul. Foi o que disse seu presidente, José Paulo Dornelles Cairoli, ao fazer o balanço de 2011 para os setores do comércio e serviços e falar sobre as perspectivas para 2012. Cairoli mostrou que o Rio Grande continua perdendo espaço para outros Estados impulsionado por esta perversa equação e no plano federal revelou estar mais otimista com o ritmo de gestão implantado pela presidenta Dilma Rousseff.

Os indicadores gaúchos mostram que os investimentos públicos ainda são fruto do que sobra, e não prioridade. Cairoli deixou claro que este quadro não é novo e vem se arrastando há pelo menos uma década. Os dados mais recentes mostram que, de janeiro a outubro deste ano, a relação investimento/receita corrente líquida chegou a apenas 3,6%, bem abaixo da média nacional, que em 2010 foi de 13,5%. Uma consequência disto é a perda de posição do Estado em indicadores de eficiência. No item da competitividade, as exportações gaúchas perderam espaço em relação aos demais Estados, caindo do terceiro lugar, em 2000, para o 4º lugar, em 2010.

Segundo Cairoli, é alarmante a dimensão desta perda. Citou como exemplo o valor do que deixou de circular no Estado com as exportações desde 2000, que retirou de circulação o equivalente a mais de U$ 7,1 bilhões. “Perdemos mais de uma ponte sobre o Guaíba por mês”, concluiu.

Em relação ao País, Cairoli destacou que ainda “há gordura para queimar”. Ele explicou que, enquanto a Europa e os Estados Unidos não podem utilizar mais a política monetária e fiscal para estimular a economia, pois já têm juros próximos a zero e devem reduzir os déficits fiscais, o Brasil ainda vive uma situação contrária. “Se a crise tomar proporções maiores do que o esperado, o governo federal tem espaço para reduzir juros, ampliar o crédito e reduzir os impostos”, concluiu. Cairoli enfatizou também a necessidade do governo federal, com maioria absoluta no Congresso, aprovar as reformas tributária, política e trabalhista. “Este detalhe é fundamental para o controle do déficit pois 2012 será um ano eleitoral, portanto, de gastança”, lembrou.

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