Apresentação de cases regionais e nacionais e formas de desenvolver estratégias de regionalização de marcas orientaram o ABA Mídia, na manhã desta terça-feira, 4. O evento, promovido pela Associação Brasileira de Anunciantes, aconteceu no Auditório da Associação Riograndense de Propaganda (ARP), e contou com um público de aproximadamente 90 profissionais de Publicidade e Marketing.
Dividido em dois painéis, o encontro iniciou às 9h30 com a fala da presidente-executiva da ABA, Sandra Martinelli, que saudou os presentes e informou que o evento faz parte da estratégia de regionalização da entidade. “Certamente, Porto Alegre passará a fazer parte do nosso calendário anual de encontros”, prometeu. Após, Claudio Toigo, CEO do Grupo RBS – que patrocinou o evento –, saudou os presentes e disse que o ABA Mídia é uma maneira de olhar para o futuro. “Com este encontro queremos plantar mais uma semente para a retomada do nosso País”, declarou.
O primeiro painel foi realizado pelo diretor-geral de Marketing da Walmart, André Svartman, e pela gerente de Planejamento de Comunicação da Fiat, Adriana Girão. Em suas apresentações, eles mostraram como essas duas marcas nacionais trabalham suas estratégias para se colocarem nos mercados regionais. “Nós trabalhamos com festividades regionais, sazonalidade e peculiaridades de cada região do País, como uma forma de nos aproximarmos de cada público. Projetamos ações voltadas especificamente para cada localidade”, informou Svartman. Adriana disse que a Fiat compartilha da mesma técnica. “Levamos em consideração as questões locais para concebermos estratégias de comunicação”, explicou. O painel foi mediado pelo diretor de Mercado Nacional do Grupo RBS, Flavio Steiner.
Após coffee break, a vice-presidente de Jornais e Mídias Digitais do Grupo RBS, Andiara Petterle, moderou o painel “Marcas nacionais: desafios e oportunidades”, do qual participaram a diretora-geral de Marketing Corporativo da Renner, Luciane Franciscone, e a gerente de Marketing Corporativo da Tramontina, Rosane Fantinelli. Segundo Luciane, o desafio da marca de roupas é ser democrática e que a estratégia de comunicação se adapta aos diferentes mercados nacionais. “Tivemos uma dificuldade em nos adaptarmos com o público de Salvador porque as mulheres baianas são muito diferentes das gaúchas e de outras localidades. Mas depois de estudarmos o mercado local, encontramos uma forma de nos inserirmos lá”, exemplificou.
Em uma apresentação animada, Rosane disse que o objetivo da Tramontina é que o consumidor volte para casa com um equipamento da marca, independentemente de onde ele é fabricado. “Não interessa se a panela foi confeccionada na fábrica de Carlos Barbosa, de Farroupilha ou de Recife. O que queremos é que o comprador chegue na loja e peça uma panela Tramontina, não uma panela Tramontina de Carlos Barbosa”, salientou, e finalizou dizendo que o que a marca italiana busca é, com o slogan “Prazer em fazer bonito”, alcançar todos os públicos.

