Um estudante do 6º semestre de Jornalismo do Centro Universitário Metodista IPA,
Na pesquisa, o estudante analisou os indícios de preferência nos comentários dos narradores esportivos das rádios Gaúcha e Guaíba por algum dos times da dupla Grêmio ou Internacional. Para Eduardo, a maior dificuldade foi desenvolver as teorias. “Foi complicado aliar o que analisei aos conceitos de teóricos, mas meu pai gravou em fitas o que eu anotava nos livros”, explicou. O trabalho é todo produzido na voz do aluno, e as citações bibliográficas são narradas pelo operador da rádio IPA, Leandro Nunes.
O estudante faz parte da primeira turma de Jornalismo do IPA, e, de acordo com Lisiane Pereira, assessora do Serviço Social do Conselho Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência (COEPDE), não existe registro de monografia similar no Estado. Cristiano Nunes, gerente administrativo do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul, informou que “Dudu” será o primeiro jornalista com paralisia cerebral do Estado. A professora orientadora do trabalho, Mariceia Benetti, revelou que Eduardo sempre acreditou que conseguiria concluir o projeto e se empenhou muito para atingir o objetivo. “Mesmo com as limitações físicas, ele nunca teve medo do desafio, foi excelente, pois cumpriu com todos os processos propostos e sempre ia além das expectativas.”
A um passo de se tornar jornalista, Eduardo Purper aguarda pela avaliação da banca julgadora da universidade, que ocorrerá na próxima terça-feira, 24, às 15h, no estúdio de rádio da unidade central do IPA, localizada na Rua Joaquim Pedro Salgado, 80. Segundo ele, a monografia é apenas mais um zagueiro a ser driblado. “Vejo esse como o maior obstáculo do curso até o momento, mas também creio que cresceremos muito com esse aprendizado”, disse o estudante.


