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Estudo aponta que circulação digital e impressa de revistas caiu em 2021

Levantamento foi realizado pelo Poder 360, com base em dados do Instituto Verificador de Comunicação

Segundo levantamento realizado pelo Poder 360, as revistas, assim como os jornais, não tiveram um bom ano em 2021. Isso porque, de acordo com o Instituto Verificador de Comunicação (IVC), as circulações impressas e digitais caíram 28% e 21%, respectivamente, enquanto a total diminuiu em 25%. O portal analisou sete publicações brasileiras, que tratam sobre diferentes assuntos: Carta Capital, Exame, Piauí, Quatro Rodas, Veja, Vogue e Época, sendo que esta última foi descontinuada em maio de 2021, e tornou-se seção do jornal O Globo. 

Conforme o Poder 360, a Carta Capital foi o veículo que teve a maior queda em relação ao conteúdo impresso, visto que perdeu mais de 5.800 exemplares, o que representa uma retração de 76% em relação a 2020. Já a Exame apresentou redução de pouco mais de 11 mil cópias e encolhimento de 44%, enquanto a Veja caiu 36% e perdeu quase 52 mil exemplares. No âmbito digital, todas as sete tiveram estreitamento, sendo os piores resultados os de Carta Capital (-91%), Quatro Rodas (-23%) e Veja (-22%). 

Ainda somadas as versões digital e impressa, as revistas tiveram queda de pouco mais de 144 mil exemplares. Os piores resultados foram Carta Capital (-83%), Veja (-29%) e Exame (-21%). O portal ainda explica que a IstoÉ não foi considerada por não se saber qual é a sua tiragem. Contudo, o estudo argumenta que, em setembro de 2021, o site da publicação deixou de ser hospedado no portal Terra, o que acarretou menos visibilidade para o conteúdo on-line.

Análise

Por conta destes resultados, o Poder 360 avaliou que a situação é grave. Isso porque, mesmo tendo uma queda de 13% no meio impresso, os jornais “mantêm uma operação digital com alguma robustez (pelo menos os diários mais tradicionais)”. Contudo, no caso das revistas não há grande presença on-line, e a queda na tiragem digital acompanhou a impressa. O portal ainda explica que isso é um fenômeno mundial, e que está mais adiantado nos Estados Unidos.

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