A expectativa em relação às privatizações e concessões que o PT precisa implementar para permitir que o chamado Custo Brasil seja minimizado para reconquistar a competitividade do País foi traduzida pelo economista Luiz Carlos Mendonça de Barros com a seguinte frase: “A presidente Dilma Rousseff precisa engolir o sapo político e olhar para a sociedade”. Para ele, que atuou como presidente do BNDES no governo de Fernando Henrique Cardoso, não há outro caminho a não ser “desobstruir os gargalos”. As afirmações foram feitas durante reunião-almoço especial, promovida nesta segunda-feira, 29, pela Federasul.
Ao analisar a economia passada e futura, Mendonça de Barros disse que o Brasil vai bem e advertiu que o governo precisa gastar menos para poder reduzir os impostos. “Nossa carga tributária é muito elevada e representa custos difíceis de serem absorvidos pelo mercado, especialmente o internacional”. O economista lembrou que, na comparação dos governos Lula com Dilma, o desemprego teve um peso especial – Lula assumiu com 12% de desemprego e Dilma com 5,5%. “Este detalhe é fundamental na questão dos salários”, enfatizou.
Para Mendonça de Barros, o índice de investimento no País baixo. “Investimos 17% do PIB, quando o ideal seria 25%”, apontou. De acordo com o economista, “o governo ainda vive o labirinto da crise de privatizações”, por isso, ele vê como delicada a situação do Brasil em enfrentar os problemas de infraestrutura. Na análise política, o economista foi taxativo: “o PT mudou e daqui para frente não é mais o PT de José Dirceu”.
“Não é mais uma maravilha de Estado”. Assim se referiu ao Rio Grande do Sul, ao afirmar que, enquanto presidente do BNDES, trabalhou para trazer a fábrica da Ford, que acabou não concretizada no governo de Olívio Dutra. “O PT tem um problema político e não sei como eles vão resolver”, finalizou.



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