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Em entrevista, Ana Cristina Rosa fala sobre a trajetória e a conquista do ‘Troféu Onça Pintada’

Ela foi reconhecida como uma das principais executivas de Comunicação Corporativa do Brasil

Jornalista gaúcha conquista pela segunda vez o troféu Onça Pintada. - Crédito: Arquivo pessoal.

A jornalista gaúcha Ana Cristina Rosa foi reconhecida, pela segunda vez, como uma das principais executivas de Comunicação Corporativa do Brasil. À frente da Comunicação do Conselho da Justiça Federal (CJF), em Brasília, ela conquistou novamente o ‘Troféu Onça Pintada’, do TOP Mega Brasil de Comunicação Corporativa, como campeã da região Centro-Oeste. A premiação, considerada uma das principais do setor, chegou à sua 11ª edição em 2026.

Em entrevista ao Coletiva.net, Ana Cristina falou sobre a conquista, a rotina à frente da Comunicação do CJF e os projetos que marcaram sua trajetória no serviço público. Para ela, ser escolhida novamente entre as “feras da Comunicação” representa mais do que um reconhecimento individual. “Essa premiação é daquelas conquistas que aquecem o coração e nos dão forças para seguir em frente, acreditando que é possível fazer comunicação pública de qualidade”, comemorou. 

A primeira conquista do ‘Troféu Onça Pintada’ veio em 2024. Agora, em agosto de 2026, Ana Cristina volta ao pódio na mesma categoria: Melhor Executiva de Comunicação da Região Centro-Oeste. Nesta edição, o TOP Mega Brasil reuniu quase 12,5 mil votos em todo o Brasil e selecionou 45 executivas e 45 agências para as categorias TOP 15 Brasil e TOP 5 regionais. A escolha ocorre em duas etapas: primeiro, profissionais do mercado indicam nomes e agências; depois, os mais votados seguem para uma nova rodada, aberta à votação de profissionais de todo o País.

“Quem indica os profissionais que disputam esse prêmio são profissionais de Comunicação. Ganhar duas vezes […] é um verdadeiro reconhecimento do mercado da Comunicação de todo o País à excelência do meu trabalho”, destacou. A jornalista atribui parte importante da conquista à equipe que trabalha com ela no CJF, aos gestores da instituição e aos profissionais do mercado que reconheceram seu trabalho. Mas o prêmio também simboliza uma trajetória de 35 anos no Jornalismo, sendo 23 deles dedicados à Comunicação Pública.

Do RS para Brasília

“Há mais de duas décadas eu trabalho com comunicação do Poder Judiciário”, contou. No Rio Grande do Sul, onde iniciou sua trajetória na área, atuou durante sete anos na Justiça do Trabalho e por dois anos na Justiça Estadual. Em 2018, mudou-se para Brasília a convite da então ministra Rosa Weber, para comandar a Secretaria de Comunicação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a chefia da Assessoria de Comunicação Social do CJF.

É em Brasília, desde maio de 2020, que Ana Cristina chefia a Comunicação do Conselho da Justiça Federal. E é justamente nesse ambiente que ela desenvolve projetos que, segundo avalia, ajudam a explicar o reconhecimento recebido.

“Eu sou uma profissional dinâmica, criativa, apaixonada e comprometida, capaz de desenvolver projetos de grande visibilidade e relevância mesmo com recursos limitados”, resumiu, ao falar sobre seu trabalho. Ela destacou ainda o desafio de atuar com uma equipe enxuta e sem a contratação de serviços externos, concorrendo com gestores que trabalham na iniciativa privada.

Comunicação pública em linguagem simples

Entre os projetos que marcam a carreira de Ana Cristina está o ‘TSE contra Fake News’, idealizado e coordenado por ela durante sua passagem pelo Tribunal Superior Eleitoral. Em 2019, a iniciativa se tornou o primeiro projeto de Comunicação Pública a receber uma premiação no Innovare, com uma Menção Honrosa.

No CJF, outro projeto ganhou destaque: ‘Desenhando a História’, criado em 2024 para marcar os 35 anos de criação dos Tribunais Regionais Federais (TRFs). A iniciativa buscou aproximar a população de decisões da Justiça Federal que tiveram impacto no cotidiano dos brasileiros, traduzindo temas jurídicos para uma linguagem simples e utilizando vídeos para as redes sociais. Entre os exemplos apresentados estão decisões como a proibição de fumar em aviões e a obrigatoriedade do uso do cinto de segurança nos veículos.

Valeu a pena!

Se o ‘Troféu Onça Pintada’ pudesse falar, Ana Cristina sabe exatamente o que gostaria de ouvir. “Eu acredito que se esse prêmio pudesse falar, ele diria: Ana Cristina, valeu a pena!”, afirmou.

A frase resume uma trajetória que começou no Jornalismo e encontrou, na Comunicação Pública, uma nova forma de contar histórias, aproximar instituições da sociedade e tornar acessíveis assuntos que muitas vezes parecem distantes do cotidiano. Aos 35 anos de carreira, a jornalista segue apostando na criatividade como ferramenta para comunicar o serviço público, mesmo quando os recursos são limitados. E, pela segunda vez, o mercado respondeu reconhecendo esse trabalho.

“Sou grata à equipe de Comunicação que trabalha comigo no CJF pela dedicação e engajamento, aos gestores da instituição pela confiança depositada no meu trabalho ao longo dos últimos seis anos, e ao mercado da Comunicação por enxergar valor no meu trabalho”, finalizou. 

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