Para a editora-chefe da Zero Hora, Dione Kuhn, o sucesso da cobertura eleitoral foi a principal conquista do jornal em 2022. O planejamento, que começou a ser feito um ano e meio antes, envolveu várias áreas da empresa. “Sabíamos que seria uma eleição difícil em razão do radicalismo, mas nos preparamos para entregar ao nosso público o melhor produto. Fizemos uma cobertura voltada ao eleitor, priorizando propostas, soluções, debates, checagens e entrevistas”, contou.
Além do pleito polarizado, os desafios econômicos e a preocupação com a propagação das fake news pelas redes sociais também marcaram o ano, relatou Dione, em conversa com a reportagem de Coletiva.net. No entanto, a gestora entende que a redação cumpriu seu papel, “ao praticar um Jornalismo de qualidade, relevância e grande alcance”. E isso foi refletido também no faturamento, visto que, em 2022, a Zero Hora superou em 4% as receitas orçadas, “apesar do cenário complexo”.
Por isso, afirmou a jornalista, o jornal ingressou em 2023 com mais confiança e foco, se comparado a 2022. “Estamos conscientes de que o desafio ainda é grande, pois a recuperação da economia não está na velocidade que se espera, mas confiamos na estabilidade econômica e sanitária do país”, finalizou.

