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Exportações gaúchas tiveram baixo desempenho em 2010

Fraco desempenho foi acentuado no mês de dezembro, quando ocorreu uma retração de 34,5% nas vendas externas

A Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs) divulgou nesta segunda-feira, 24, que as exportações da indústria gaúcha somaram US$ 13,2 bilhões, em 2010, respondendo por 85% de tudo que o Estado embarcou (US$ 15,4 bilhões). Em relação a 2009 foi registrado crescimento de 1,6%. O fraco desempenho foi acentuado no mês de dezembro, quando ocorreu uma retração de 34,5% nas vendas externas. Uma realidade oposta da média da indústria brasileira, que registrou expansão de 42,8% no último mês do ano, garantindo no acumulado de 12 meses uma elevação de 34,4% nos embarques industriais do Brasil.

De acordo com o presidente da Fiergs, Paulo Tigre, um conjunto de fatores impactou no resultado gaúcho. “O principal deles é a valorização do câmbio, que prejudica mais o Estado por ser intensivo em produtos industriais, onde a concorrência internacional é grande. É preciso que o governo interfira nessa guerra cambial para proteger a competitividade dos nossos produtos”, afirmou. O industrial destacou ainda que o mercado internacional está mais aquecido para as commodities energéticas e minerais. As exportações desse segmento representaram 31% do total embarcado pelo Brasil nesse ano, com um crescimento de 184% em relação a 2009. Esses produtos, por sua vez, têm baixa representatividade na pauta de exportações do Estado.

Os setores da indústria gaúcha que tiveram os aumentos mais expressivos foram Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias (51,5%), Celulose e Papel (49,6%), Máquinas e Equipamentos (31,6%), Químicos (27,8%) e Alimentos (13,8%). Juntos, responderam por 50% dos embarques no ano passado. No outro extremo, com performances negativas, ficaram Bebidas (-60%), Derivados de Petróleo e Bicombustíveis (-43,6%), Materiais Elétricos (-17,5%), Fumo (-14,1%) e Têxteis (-7,7%).

China, Argentina e Estados Unidos compraram a maioria dos produtos gaúchos, nessa ordem de importância. Os chineses elevaram em 0,5% seus pedidos, recebendo 15,6% dos itens exportados. Já, os argentinos e americanos diminuíram as suas compras em 21% e 1,8%, respectivamente. A baixa performance do Rio Grande do Sul no ano passado implicou na perda da terceira posição entre os principais Estados exportadores, ficando atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

As importações de produtos industrializados pelo Estado, no acumulado de 2010, em relação ao mesmo período do ano passado, subiram 40,2% e somaram US$ 12,9 bilhões. Dessa forma, o saldo comercial ficou positivo em US$ 278 milhões, uma perda de US$ 3,49 bilhões em comparação ao valor verificado em 2009. A maioria das encomendas foi de Produtos Intermediários (69%), como cloreto de potássio e ureia para lavoura; e trigo. Outra participação expressiva foi de Bens de Consumo Duráveis (54%), ou seja, automóveis de passeio e acessórios para automóveis.

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