Porto Alegre recebe até a terça-feira, 17, no Memorial do Rio Grande do Sul, a exposição ‘Arpilleras da Resistência Política Chilena’. Com entrada gratuita, a mostra traz denúncias políticas e sociais, sobre problemas enfrentados no Chile durante o regime militar (1973-1990). A coleção foi criada por mulheres que estiveram presas ou tiveram maridos ou filhos detidos, torturados ou assassinados durante a ditadura.
As peças utilizam a técnica têxtil Arpilleras – elaborada em pano rústico, proveniente de sacos de farinha ou batatas -, com linhas, retalhos de tecidos e diversos objetos. Inicialmente obra de artesanato popular, as peças ganharam valor artístico e ajudaram financeiramente as autoras, que se uniam em grupos de trabalho, comunidades artesãs ou entidades da sociedade civil.
Aberta a visitações desde terça-feira, 10, a mostra tem lançamento oficial marcado para esta quinta-feira, 12, às 17h. Na ocasião, estarão presentes o secretário de Segurança Pública do Estado, Airton Michels; o presidente da Comissão de Anistia, Paulo Abrão; e representantes da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República.
A coleção pertence à pesquisadora chilena Roberta Bacic, curadora da exposição, que já montou mais de trinta mostras de Arpilleras, em países como Japão, Estados Unidos e França. A exibição, que já passou por Brasília, seguirá de Porto Alegre para Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro. O patrocínio é da Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, através do edital ‘Marcas da Memória.

