Os brasileiros seguem compartilhando informações não comprovadas sobre remédios para a cura da Covid-19. Enquanto na maior parte do mundo essas desinformações caíram, no Brasil a circulação de notícias falsas sobre cloroquina, ivermectina e azitromicina aumentou. Os dados são da pesquisa “Scientific [Self] Isolation”. O estudo faz parte da pesquisa Democracia Infectada, iniciativa do Centro de Análise da Liberdad, do Autoritarismo (LAUT), do INCT.DD, da Atlantic Council’s Digital Forensic Research Lab (DFRLab) e do Vero Project. Os resultados foram divulgados nesta semana.
Segundo o documento, o Brasil é a única nação do mundo em que notícias sobre a cloroquina e a ivermectina seguem no debate público como solução, mesmo após a pesquisa científica não apoiar o uso. Uma análise da incidência de termos de cada país revelou que o Brasil tem uma bem acima da média de palavras relacionadas às três drogas citadas anteriormente.
Conforme o levantamento, um motivo para o uso principalmente do termo cloroquina, está associado ao fato dessa medicação ter sido politizada, o que revela a interferência política na discussão científica.
O relatório completo pode ser conferido aqui.

