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Fala Feminina estreia projeto voltado à saúde, trabalho e envelhecimento das mulheres

Primeiro episódio da iniciativa aborda temas como previdência, autonomia financeira e proteção social

Sonilde Lazzarin e Fátima Torri. - Crédito: Divulgação / Fala Feminina

A plataforma Fala Feminina, fundada pela jornalista Fátima Torri, lançou o projeto Fala em Ação, com a proposta de levar informação e orientação prática às suas seguidoras sobre temas que fazem parte da vida das mulheres, como saúde, direitos, trabalho e envelhecimento. No primeiro episódio, foram abordados temas como previdência, autonomia financeira e proteção social para mulheres.

A convidada do episódio é a advogada, especialista em Direito Previdenciário e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Sonilde Lazzarin, que participou do ‘FalaCast’ ao lado da comunicadora Fátima Torri. Na conversa, Sonilde chama a atenção para a importância de as mulheres planejarem o próprio futuro e lembra que contribuir para a Previdência não significa apenas pensar na aposentadoria, mas também garantir proteção ao longo da vida. 

“A gente cuida de tudo. Mas a gente tem que pensar: quem vai cuidar de nós?”, questiona a advogada. A frase busca resumir um dos principais pontos discutidos no programa. O episódio aborda que, historicamente, são as mulheres que assumem grande parte das tarefas relacionadas à economia do cuidado: cuidam dos filhos, da casa, dos companheiros, dos pais e dos familiares idosos. 

Muitas vezes, no entanto, chegam à própria velhice sem terem planejado quem cuidará delas e de que forma terão independência financeira. Para Sonilde, chegar à velhice com uma aposentadoria, ainda que de valor reduzido, pode representar mais do que uma renda mensal. Significa autonomia, liberdade de escolha e até melhores condições para organizar o próprio cuidado. 

Cuidado em todas as atuações 

Outro alerta do episódio é dirigido às mulheres que trabalham como autônomas, prestadoras de serviço, PJs ou microempreendedoras individuais. “A mulher PJ não engravida, não adoece. A mulher pessoa física, sim. Mas a PJ não tem essa liberdade”, provoca Sonilde. Ela explica que, por trás de uma empresa ou de um CNPJ, existe uma mulher que pode engravidar, adoecer, sofrer um acidente ou precisar se afastar do trabalho. 

Diante desse cenário, segundo a especialista, é fundamental conhecer as formas de contribuição e os direitos garantidos pela Previdência Social. A proteção previdenciária não está relacionada apenas ao momento da aposentadoria, mas também a situações inesperadas que podem acontecer durante a vida profissional. 

Confira o episódio:

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