A Copa do Mundo vai muito além das quatro linhas e dos 90 minutos. Enquanto os olhos do público se voltam para os jogos, uma ampla cadeia de profissionais e empresas trabalha para transformar o maior evento esportivo do planeta em uma experiência completa. Esse foi o tema do ‘Fala, Mercado’ desta semana, do Coletiva.TV, apresentado por Márcia Christofoli. A atração recebeu Camila Frantz, sócia do Grupo Austral; e Rodrigo Medina, sócio da Ginga na Beira e empresário do setor de Entretenimento.
Na mesma linha de raciocínio, os convidados acreditam que a Copa começa muito antes do apito inicial. O planejamento envolve ativações de marca, produção de festivais, logística, operações, comunicação, segurança, gastronomia, turismo e entretenimento. Mais do que sediar transmissões dos jogos, cidades que recebem fan fests e experiências temáticas movimentam a economia local, geram empregos temporários e fortalecem setores ligados à economia criativa.
O bate-papo também abordou a mudança de comportamento do público. Se antes o objetivo era apenas assistir às partidas, hoje a busca é por experiências capazes de unir esporte, música, gastronomia e convivência. Para os empresários do setor, essa transformação também alterou a estratégia das marcas, que passaram a investir não apenas em visibilidade, mas na criação de conexões emocionais, produção de conteúdo e relacionamento com consumidores em ambientes de interação e entretenimento.
Ao refletirem sobre o legado desses grandes eventos, Camila e Rodrigo defenderam que o Brasil avançou na capacidade de desenvolver projetos de experiência, mas ainda pode aproveitar melhor as oportunidades econômicas geradas por competições internacionais. Para eles, quando planejamento, iniciativa privada e poder público atuam de forma integrada, eventos esportivos deixam de ser apenas uma celebração do esporte e se tornam plataformas capazes de impulsionar negócios, fortalecer marcas e desenvolver as cidades que os recebem.
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