O corpo do jornalista e escritor José Onofre será sepultado às 15h desta quarta-feira, 20, na capela oito do Cemitério Ecumênico João XXIII. Aos 66 anos, estava em coma desde o dia 4 de abril no Hospital São Francisco, na Capital, e faleceu devido a uma parada cardiorrespiratória decorrente de complicações do diabetes.
Onofre, que teve duas passagens por Zero Hora – a última em 1992 como editor-chefe – recebeu uma homenagem do jornal. No obituário, a publicação o define como “um dos melhores textos da imprensa brasileira” e destaca que o crítico Paulo Francis dizia que o jornalista era “o homem que não colocava uma palavra fora do lugar”.
Natural de Bagé, Onofre mudou-se jovem para Porto Alegre. Antes de atuar na imprensa, passou pela Viação Férrea do Rio Grande do Sul e pelo departamento audiovisual do Colégio Israelita Brasileiro. A primeira experiência na grande imprensa foi em 1969 em ZH, onde permaneceu até 1970. Nos anos seguintes, teve passagens pela MPM Propaganda, Rádio e TV Difusora, Caldas Júnior e Editora Abril. Em 1983, deixou o Estado e foi para São Paulo, onde trabalhou na Folha de S. Paulo, Editora Abril, Editora Três e O Estado de S. Paulo. Nos últimos anos, atuou na revista Carta Capital, onde mantinha uma coluna dedicada a cinema e literatura.


