A Federação Internacional de Jornalistas, representante de mais de 100 países, pediu às Nações Unidas que investiguem a morte de trabalhadores da mídia nas mãos de forças dos Estados Unidos que atuam no Iraque. Com a morte do operador de som da Agência Reuters, Waleed Khaled , no domingo, 28, são 18 os casos de jornalistas e outros funcionários de mídia mortos por tropas americanas desde a invasão do Iraque. O operador foi morto e um cinegrafista da Reuters foi ferido enquanto tentavam cobrir um tiroteio em Bagdá. Segundo a polícia, os dois foram vítimas de disparos das tropas americanas.
Numa carta ao secretário-geral da ONU, Kofi Annan, a Federação afirmou que muitas das mortes não foram investigadas. “O número de assassinatos inexplicados de pessoal da mídia por militares dos EUA é intolerável”, frisou Aidan White, secretário-geral da entidade. “As organizações de mídia e as famílias de jornalistas enfrentam um muro de silêncio e uma burocracia insensível que se recusa a dar respostas claras e críveis”. Ele ainda acusou o exército de “incompetência, aventureirismo irresponsável e desrespeito cínico pela vida dos jornalistas, particularmente os iraquianos, que estão cobrindo os eventos no Iraque”.

