O mercado jornalístico pode se preparar, pois, após um ano de pausa, devido à pandemia de Covid-19, o Congresso Nacional dos Jornalistas está confirmado para este ano. A 39ª edição ocorrerá em 17 e 18; e 24, 25 e 26 de setembro, conforme anunciado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em parceria com o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro. Pela primeira vez na história, o encontro será virtual.
Por este motivo, a organização dividiu a programação em dois finais de semana, de forma a evitar a evasão e o cansaço dos participantes. A pauta será: ‘Desafios da produção jornalística: das mudanças tecnológicas às formas de financiamento’. Estão previstos para o evento uma conferência de abertura, painéis de discussão, roda de conversa e plenárias deliberativas.
Ainda são esperadas discussões sobre a linha política do movimento sindical nacional e as principais ações de luta dos jornalistas. A programação oficial seguirá a tradição e será precedida por congressos estaduais e locais, realizados pelos sindicatos filiados.
A presidenta da Fenaj, Maria José Braga, projeta, para o evento, a apreciação de um anteprojeto de lei que estabelece a taxação das grandes plataformas digitais e precisa ser aprovado pelos delegados. A proposta parte da ‘Plataforma Mundial por um Jornalismo de Qualidade’, da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ), que prevê taxação de empresas como Google, Apple, Facebook, Amazon e Microsoft.
Participam do Congresso delegados sindicais escolhidos nos eventos locais ou em assembleias dos sindicatos. Além disso, podem acompanhar o encontro, como observadores, profissionais da Comunicação, estudantes e professores de Jornalismo. Os delegados devem ser inscritos pelos sindicatos. Para os demais interessados, a data de inscrição ainda não foi divulgada pela Fenaj.

