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Fenaj apresenta estudo sobre saúde mental de jornalistas

Apresentação ocorre durante a 15ª reunião ordinária do colegiado, a partir das 14h, no Plenário 7 do Senado Federal

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) apresenta nesta segunda-feira, 14, ao Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional (CCS), os resultados do estudo ‘Condições de Trabalho e Saúde Mental de Jornalistas no Brasil’. A explanação ocorrerá durante a 15ª reunião ordinária do colegiado, a partir das 14h, no Plenário 7 do Senado Federal. 

O estudo será apresentado pelo secretário-adjunto de Saúde e Segurança do órgão, Norian Segatto, e pela analista em Ciência e Tecnologia e jornalista da Fundacentro, Cristiane Oliveira Reimberg, que atua na área de Comunicação Institucional da Fundação. A participação de ambos permitirá ao Conselho conhecer os principais resultados da pesquisa e discutir seus impactos para as condições de trabalho e a saúde da categoria.

A pesquisa foi realizada pela Fundacentro, em parceria com a federação, e contou com a participação de 257 jornalistas brasileiros. O levantamento buscou traçar um diagnóstico das condições de trabalho e da saúde mental dos profissionais, investigando aspectos como estresse, ansiedade, depressão, insônia, capacidade para o trabalho, satisfação profissional, assédio moral, cyberbullying, consumo de álcool e percepção de demanda, controle e apoio social no ambiente de trabalho.

Para a presidenta da Fenaj e conselheira do CCS, Samira de Castro, o adoecimento mental não pode ser tratado como uma questão individual dos trabalhadores. As evidências apontam para a necessidade de olhar para a organização e as condições de trabalho, incluindo jornadas, pressão por produtividade, assédio, autonomia profissional, relações hierárquicas e violência digital.

Saúde mental e NR-1

A Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1) amplia a atenção aos riscos psicossociais relacionados à organização do trabalho, com o objetivo de tornar ainda mais necessário que empresas e trabalhadores discutam mecanismos de prevenção e enfrentamento do adoecimento. Nesse contexto, Norian afirma que os dados da pesquisa podem contribuir para a formulação de políticas sindicais e para a negociação coletiva de medidas concretas de prevenção aos riscos psicossociais no Jornalismo. 

“O diagnóstico também oferece elementos para o debate sobre a responsabilidade das empresas de comunicação na construção de ambientes de trabalho seguros e saudáveis”, comenta o secretário. A realização da pesquisa integra uma trajetória de aproximação entre a Fenaj e a Fundacentro em torno da saúde dos jornalistas. 

Em 2024, Fenaj e Fundacentro já haviam apresentado conjuntamente o projeto da pesquisa sobre condições de saúde mental dos jornalistas, reunindo pesquisadores, representantes sindicais e especialistas para discutir os impactos das transformações no mundo do trabalho sobre a categoria. A apresentação no Conselho de Comunicação Social busca representar, portanto, mais um passo para dar visibilidade nacional ao problema e inserir a saúde mental dos jornalistas na agenda das políticas públicas, das relações de trabalho e da atuação sindical.

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