A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e os sindicatos dos Jornalistas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina solicitaram ao Ministério do Trabalho que o governo corte as isenções fiscais das empresas que promovem “demissões em massa”. O pedido foi feito em reunião entre representantes das entidades e o ministro titular da pasta, Manoel Dias, motivada pela demissão pelo Grupo RBS de 136 funcionários – 43 deles jornalistas –, no início de agosto. “Afinal, a lei do incentivo fiscal com desoneração da folha de pagamento das empresas jornalísticas não veio para promover demissões, visa exatamente o contrário”, sustentou José Carlos Torves, dirigente da Fenaj.
Segundo estudos do Dieese, a lei de desoneração da folha de pagamento representou uma redução de custos média de 8,48% para as empresas jornalísticas. Os dirigentes sindicais também solicitaram que o Ministério do Trabalho e Emprego convoque a direção do Grupo RBS para dar explicações, inclusive sobre a possibilidade de novas demissões, e amplie a fiscalização sobre as empresas. Segundo relato dos sindicalistas, o Ministério também recomendou que os sindicatos denunciem a precarização e a “pejotização” nas Superintendências Regionais do Trabalho.
Também participaram da audiência o diretor da Fenaj Wanderley Possebon, o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Rio Grande do Sul, Milton Simas, e o vice-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Santa Catarina, Renan Antunes de Oliveira.

