A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em conjunto com seus 31 sindicatos filiados, divulgou uma carta aberta à sociedade em que apresenta as principais reivindicações da categoria. O documento faz parte das ações do Dia Nacional de Luta, realizado nesta quarta-feira, 7, dentro das mobilizações da Campanha Salarial Nacional Unificada 2025.
A carta destaca que a categoria vive uma realidade marcada por demissões em massa, precarização, salários defasados, pejotização fraudulenta e pela crescente intransigência dos empregadores em negociar condições justas de trabalho. “Sentimos na pele o peso da exploração e reafirmamos: o sindicato é instrumento fundamental para resistir e avançar”.
A pauta da categoria inclui demandas consideradas legítimas e urgentes para a valorização do jornalismo. Entre os principais pontos estão: salário digno e trabalho decente, ampliação dos pisos salariais, igualdade de oportunidades e combate à discriminação, além da extensão da licença-maternidade para 180 dias e da licença-paternidade para 30 dias.
Também constam nas reivindicações a melhoria dos auxílios (alimentação, creche e saúde), aprovação da ‘PEC do Diploma’, combate à precarização da profissão e ao uso irregular de contratos de pessoa jurídica (PJ), bem como a taxação das Big Techs e a criação de um Fundo Público de Fomento ao Jornalismo.
Ao final do documento, a Fenaj destaca que “Em tempos de avanço do obscurantismo e de desinformação, a defesa da verdade e do direito à informação se tornam ainda mais urgentes. E isso exige condições materiais para que os jornalistas possam exercer seu trabalho com segurança, ética e autonomia”. Para ler a íntegra da carta aberta à sociedade, clique aqui.

