A Fenaj (Federação Nacional de Jornalistas) está iniciando uma nova fase do movimento nacional em defesa da formação e da regulamentação profissionais da categoria. Além de reorganizar a Comissão Nacional que trata do tema, a entidade está preparando um Plano de Ação para fortalecer o movimento. A campanha pela exigência de formação específica para o exercício da profissão ganhou duas novas adesões: do Sindicato dos Economistas do Paraná e da Câmara Municipal de Florianópolis.
Outra novidade foi o desfile do bloco carnavalesco “Imprensa que Eu Gamo”, dos jornalistas cariocas, em 3 de fevereiro. Com bandanas com as inscrições “Tira a mão do meu canudo” e “Jornalistas por formação: Bom para a sociedade, Bom para o Jornalismo”, o bloco aderiu ao movimento. O Sindicato dos Jornalistas do Município do Rio de Janeiro disponibilizou tais materiais aos sindicatos interessados.
A luta está sendo ampliada com um representante de cada sindicato e das entidades que apóiam a causa. Esses representantes serão responsáveis por comandar a mobilização no estado ou região da sua base e ficarão em permanente contato com a coordenação, formada pelas diretoras da Fenaj Valci Zuculoto e Suzana Tatagiba, pelos presidentes dos sindicatos do Rio Grande do Sul, José Carlos Torves, e do Município do Rio de Janeiro, Aziz Filho, pelos diretores dos sindicatos de São Paulo, Rudi Gonçalves, do Paraná, Márcio Rodrigues, do Ceará, Adriana Santiago, do Pará, Hanny Amoras, e pela diretora do Fórum de Professores de Jornalismo, Ana Prado.
Outra orientação apontada na reunião da Executiva da Fenaj foi a de aproveitar o início das aulas para mobilizar as escolas de Jornalismo, seus professores e estudantes para ampliar a mobilização na categoria e a base de apoio junto à sociedade. O 7 de abril, Dia do Jornalista, deverá também ser o Dia Nacional de Luta. Uma das propostas em debate é de intensificação de ações em todo o mês de abril, consagrando-o como Mês Nacional de Luta.


